Paladinos e paródias: Agilulfo e Quixote

Natalia Guerra Brisola Gomes, Luciana Brito

Resumo


O que tornou El ingenioso hidalgo de la Mancha (1605, 1615) um dos títulos de maior destaque no cânone ocidental foi a união de um gênero literário então em decadência, a novela de cavalaria, e das questões enfrentadas pela burguesia emergente. A fórmula de se abordar a problemática de seu tempo com uma roupagem da literatura medieval é mais tarde retomada por Italo Calvino em Il cavaliere inesistente (1959). Além desse aspecto, esses romances dialogam entre si por meio de seus cavaleiros protagonistas, que vivem as dicotomias da essência e da aparência, da realidade e da ilusão.

Palavras-chave


Cervantes; Italo Calvino; Intertextualidade; Novelas de cavalaria

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2015v30p8

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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