Maria Bethânia em Pássaro da Manhã: o Diálogo Interartes no Trabalho dos Neorrapsodos

Renato Forin Jr.

Resumo


Em 1977, Maria Bethânia estreou o espetáculo Pássaro da Manhã. A montagem, dirigida por Fauzi Arap, conjugava canções e textos literários para a elaboração de uma dramaturgia intertextual, com subtexto político, pró-anistia. O show é um bom exemplo da forma que Maria Bethânia desenvolve pelo menos desde o início da década de 1970 e que põe em diálogo teatro, música, literatura e manifestações visuais. Tal performance, ao passo que traz características da chamada “dramaturgia rapsódica”, segundo conceito de Jean-Pierre Sarrazac, liga-se a um fazer poético original, vinculado à voz e típico de culturas orais.

Palavras-chave


Maria Bethânia; Pássaro da Manhã; Poesia oral; Dramaturgia rapsódica

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2013v25p29

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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