Armários devassados: homoerotismo e resistência na ficção de Guilherme de Melo

Jorge Valentim

Resumo


Recuperando a conhecida metáfora do armário, enquanto índice desvelador de uma postura e de uma epistemologia homossexual, preconizada por Eve Sedgwick (Epistemologia do Armário), e a constatação de uma resistência em determinadas manifestações narrativas, sublinhada por Alfredo Bosi (Literatura e Resistência), intentamos, a partir do romance O que houver de morrer (1989), propor uma linha de leitura da ficção do escritor português Guilherme de Melo, privilegiando a abordagem da temática homoerótica, a sua presença no cenário literário lusitano e a emergência de uma abordagem crítica do referido corpus.

Palavras-chave


Homoerotismo; Ficção portuguesa contemporânea; Guilherme de Melo

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2010v18p78

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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