Olhar enviesado: a crítica e o falso romance da seca

Elaine Aparecida Lima

Resumo


Em uma perspectiva de revisão canônica, este artigo propõe perceber A bagaceira como romance oriundo da intenção modernista de redescobrir o Brasil. Opondo-se à consideração do romance como produção pertencente ao ciclo nordestino da seca, a autora reflete sobre a estrutura e os símbolos da narrativa almeidiana, o tempo histórico/literário no qual a construção está inserida, os processos comparativos que a obra tem sofrido, chegando a trazer à baila as relações do romance com concepções espaciais que permeiam, há muito, a literatura brasileira, em sua representação do país.

Palavras-chave


Representação nacional; Modernismo; A bagaceira

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2008v12p158

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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