A obscena senhora D: uma narrativa de deslocamento

José Antônio Cavalcanti

Resumo


O presente trabalho investiga os processos constitutivos do romance A obscena senhora D como formadores de uma narrativa experimental cuja valorização crítica tensiona o cânone literário. O estudo tenta apreender o radical e violento trabalho de linguagem como um exercício no qual estão contidas similaridades com conceitos de Freud e Heidegger.

Palavras-chave


Hilda Hilst; Cânone; Desamparo; Deslocamento

Texto completo:

PDF

Referências


CARVALHO, Cláudio. “A mulher no vão da escada”. Helena Parente Cunha, org. Desafiando o cânone. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1999. 109- 124.

CUNHA, Helena Parente. “A mulher partida: a busca do verdadeiro rosto na miragem dos espelhos”. Peggy Sharpe, org. Entre resistir e identificar-se: para uma teoria narrativa brasileira de autoria feminina. Florianópolis: Editora Mulheres; Goiânia: Ed. da UFG. 109-137.

FREUD. Sigmund. “O futuro de uma ilusão.” Obras psicológicas completas. vol. 1. Rio de Janeiro: Imago, 1970. 13-71.

HEIDEGGER, Martin. Que é metafísica? Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1969.

HISLT, Hilda. A obscena senhora D. São Paulo: Globo, 2001.

MANTEGA, Guido. “Sexo e poder nas sociedades autoritárias: a face erótica da dominação”. Sexo e poder. São Paulo: Brasiliense, 1979. 9-34.

QUEIROZ, Vera. Hilda Hilst: três leituras. Florianópolis: Editora Mulheres, 2000.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2008v12p123

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

Os artigos têm Identificador de Objeto Digital (DOI). 
 
Índice de Citações dos artigosGoogle Acadêmico

a) índice h1 - (>2016) - 11
b) índice i10 - (>2016) - 14

MIAR - ICDS (2021) - 6.3

Fale conosco