À sombra de um riso amargo: a utopia vencida em O exército de um homem só de Moacyr Scliar

Gislene Maria Barral Lima Felipe da Silva

Resumo


O cômico é um ingrediente significativo nas obras de Moacyr Scliar, especialmente em O exército de um homem só. Entretanto, o riso que provém de sua forma irônica de representação literária não é um riso de pura descontração, mas a denúncia de um vazio, de algo que não se articula como seria de se esperar. Assim, o objetivo deste artigo é analisar o modo como se processa a construção da comicidade na obra, desvendando os mecanismos empregados com vistas a fazer rir o leitor. Busca-se elucidar a forma pela qual o autor, contando uma história envolvente, pode provocar esse relaxamento, seguido da reflexão essencial que está no espírito do texto artístico.

Palavras-chave


Literatura brasileira; Moacyr Scliar; comicidade; riso

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2006v7p9

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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