O que os críticos têm a contribuir para a compreensão da trajetória do grupo galpão?

Carolina Machado Saraiva de Albuquerque Maranhão, Mariana Mayumi Pereira de Souza

Resumo


O presente trabalho teve como objetivo analisar a trajetória do grupo teatral Galpão à luz da teoria crítica frankfurtiana, mais especificamente do conceito de Indústria Cultural, cunhado por Adorno e Horkheimer. O Galpão, fundado em Belo Horizonte há vinte e seis anos, propôs resistir e questionar o status quo, ao realizar peças com conteúdo crítico, inspiradas no folclore popular, e ao apresentar-se na rua, buscando a popularização da arte teatral. Todavia, ao longo de sua trajetória, observam-se certas modificações na forma de produzir seu trabalho e de buscar patrocínio. Com o reconhecimento do público, o Galpão cresceu, se tornou famoso e passou a sobreviver com dinheiro da esfera privada. Nesse contexto, sob o prisma da Indústria Cultural, realiza-se o questionamento se a arte patrocinada, transformada em mercadoria, pode se manter como instrumento de resistência à ordem do capital. Adicionalmente, cabem questionamentos a respeito da pertinência da teoria de Adorno e Horkheimer como instrumento de análise do complexo mercado de bens culturais na atualidade.


Palavras-chave


Indústria cultural; Teatro; Produção cultural.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0383.2009v30n1p15

Semina, Ciênc. Soc. Hum.

email: seminahumanas@uel.br
E-ISSN: 1679-0383

DOI: 10.5433/1679-0383


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