Deixadas para trás: sentimentos vivenciados por esposas de emigrantes submetidas ao isolamento conjugal

Odacyr Roberth Moura da Silva, Ana Paula de Freitas Mendonça Machado, Carlos Alberto Dias

Resumo


A emigração internacional em Governador Valadares e região, iniciada na década de 1960, cujo ápice se deu na de 1980, continua como importante processo de deslocamento populacional, apesar das políticas restritivas impostas pelos Estados Unidos. Até a década de 1990, a emigração masculina cresceu consideravelmente, induzindo a formação de novas configurações familiares e novas maneiras de organização das rotinas diárias pelas parceiras que permaneceram no Brasil. O presente estudo investiga o sentimento de solidão vivenciado por mulheres de emigrantes submetidas ao isolamento conjugal decorrente da ida do parceiro para o exterior como emigrante. Trata-se de um levantamento no qual foram realizadas entrevistas domiciliares guiadas por um Roteiro Semiestruturado de Entrevista junto a 247 mulheres residentes na cidade de Governador Valadares/MG. A amostra foi intencional, não probabilística, os dados de natureza quantitativa foram submetidos à análise descritiva, e os de natureza qualitativa (fragmentos dos discursos) à Análise de Conteúdo proposta por Bardin. Embora o projeto de emigrar seja construído pelo núcleo familiar e apoiado pela Cultura Migratória característica da região, há evidências de que as entrevistadas vivenciam considerável sofrimento psíquico, sugerindo que o processo emigratório traz implicações indesejáveis para todos os envolvidos.

Palavras-chave


Emigração; Solidão; Mulheres de Emigrantes; Isolamento Conjugal

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0383.2015v36n2p17

Semina, Ciênc. Soc. Hum.

email: seminahumanas@uel.br
E-ISSN: 1679-0383

DOI: 10.5433/1679-0383


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