A clínica dos casos difíceis no imaginário de estudantes de psicologia

Heloisa Aguetoni Cambuí, Diana Pancini de Sá Antunes Ribeiro

Resumo


As condutas que ocorrem no contexto da intersubjetividade são organizadas a partir de campos psicológicos não conscientes, que influenciam as práticas individuais e coletivas. Torna-se importante, portanto, considerar o imaginário coletivo dos psicólogos em formação, na medida em que este pode interferir no exercício de sua prática clínica. Este estudo teve como objetivo investigar o imaginário coletivo de terapeutas em formação sobre o atendimento de pacientes considerados difíceis no setting analítico. Com base no método psicanalítico, esta investigação utilizou o Procedimento de Desenhos-Estórias com Tema em entrevista grupal, com a finalidade de problematizar sobre as vicissitudes da clínica contemporânea com estes pacientes. Participaram deste estudo, oito graduandos do oitavo semestre de um curso de psicologia. O material resultante da entrevista constituído pelos desenhos-estórias e a narrativa foi psicanaliticamente analisado, à luz da Teoria dos Campos proposta por Herrmann e em interlocução com o pensamento winnicottiano, permitindo a apreensão dos seguintes campos de sentido afetivo-emocional: “Insegurança”, “Terapeuta Perfeito”, “Mutualidade”, “Vivência”, “Negação da Loucura” e “A Loucura como Tal”. De modo geral, as manifestações imaginárias dos estudantes de psicologia configuram a relação analítica com os pacientes difíceis, por meio da mobilização de sensações de insegurança, angústia, ansiedade, incapacidade e impotência.

Palavras-chave


Psicanálise; Winnicott; Pacientes difíceis; Procedimento de Desenho-Estória com Tema; Imaginário coletivo

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0383.2014v35n1p113

Semina, Ciênc. Soc. Hum.

email: seminahumanas@uel.br
E-ISSN: 1679-0383

DOI: 10.5433/1679-0383


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