Desligamentos da crítica: psicanálise e reflexão sobre arte

Gustavo Henrique Dionisio

Resumo


O artigo visa discutir a relação entre psicanálise e reflexão sobre arte sob o prisma da teoria do desligamento, concebida por André Green, articulando-a a um corpus teórico proposto pelo crítico e historiador da arte Hal Foster. Pode-se dizer, nesta afinidade criada no ensaio, que ambos tratam, cada um de maneira particular, de uma questão que se refere ao “real” (assim como fora concebido por Jacques Lacan) na experiência estética, ainda que, no caso de Green, não haja nenhuma referência direta ao psicanalista francês; sua teoria, no entanto, remete a um fator de regrediência que poderia ser articulado à pulsão de morte. Acessando o dispositivo psicanalítico a seu modo, e dela recolhendo o que lhe parece mais apropriado diante do objeto (de arte) a ser investigado, Foster, por exemplo, avança tanto no campo da reflexão estética quanto no campo mais específico da psicanálise. Cabe mencionar que o trabalho do crítico se refere particularmente às imagens pós-pop, observadas sobretudo na fotografia dos anos 1990. Assim, conceber esta intersecção estética e psicanálise nos permitiria lançar luz a novas possibilidades de leitura da obra de arte, tendo em vista um paradigma de psicanálise “não-aplicada”, o que, a meu ver, se revela bastante apropriado para entender a produção artística que costumamos chamar de contemporânea.


Palavras-chave


Psicanálise; Estética; Crítica de arte; Real; Metapsicologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0383.2013v34n1p31

Semina, Ciênc. Soc. Hum.

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E-ISSN: 1679-0383

DOI: 10.5433/1679-0383


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