Perfil de mulheres climatéricas em Estratégia de Saúde da Família no interior paulista

Victoria Marina Lima dos Santos, Maria Isabel Sousa Vidal, Ana Carolina dos Santos da Silva, Ana Maria Gelamo do Carmo, Eduardo Federighi Baisi Chagas, Fernanda Moerbeck Cardoso Mazzetto, Maria de Lourdes da Silva Marques Ferreira, Maria José Sanches Marin

Resumo


Introdução: o climatério pode ser influenciado por mudanças psicossociais simultâneas, que associadas às alterações hormonais, como o hipoestrogenismo e a diminuição dos níveis de progesterona, podem intensificar os sintomas e agravos na mulher.
Objetivo: identificar os perfis sociodemográficos, obstétricos, ginecológicos, de saúde e hábitos de vida das mulheres climatéricas atendidas na rede básica de saúde, por meio da aplicação de questionário, escalas de Hamilton de Ansiedade e Depressão, e Índice Menopausal de Kupperman e Blatt.
Material e Método: estudo transversal descritivo exploratório de relato de experiência, desenvolvido por graduandas em Medicina e Enfermagem. As participantes apresentam idade entre 45 e 60 anos, atendidas em quatro unidades de Estratégia de Saúde da Família.
Resultados: participaram 41 mulheres, com idade média de 52,3 anos. Prevaleceram brancas, casadas, com filhos, ensino médio completo, sem plano de saúde, escore de depressão leve, índice menopausal leve, ansiedade normal e uso regular de medicamentos.
Conclusão: as mulheres climatéricas necessitam de um espaço para verbalizar seus sentimentos e dúvidas em relação ao climatério e ter acesso à escuta atenta por profissionais capacitados, visando o atendimento integral de saúde com resolutividade.


Palavras-chave


Climatério; Assistência integral à saúde; Ansiedade; Depressão; Educação em saúde

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2022v43n1p3

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