Efeitos agudos na hemodinâmica e aceitação de pacientes internados na UTI com uso de cicloergômetro adaptado ao leito

Paolla de Oliveira Sanches, Ricardo Breganon, Fábio Antonio Néia Martini, Karina Arielle da Silva Souza, Júlia Lopes Pinheiro, Mahara Proença

Resumo


Introdução: Sabemos que quando menor o tempo de imobilidade no leito em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), menor a chance de complicações deste. O cicloergômetro aparece na literatura como uma forma eficaz e segura de mobilização e prevenção de complicações, no entanto ainda é necessário identificar se é possível obter os mesmos efeitos, de forma segura, através de um cicloergômetro adaptado ao leito, sendo este é uma alternativa mais barata. Objetivo: Verificar os efeitos agudos do uso de um cicloergômetro adaptado ao leito na hemodinâmica e aceitação dos pacientes internados em UTI. Métodos: 13 pacientes (64 [45-80] anos, MRC 49[42-60]) internados na UTI, hemodinamicamente estáveis e sem uso de ventilação mecânica. Realizaram uma única sessão de exercício ativo de membros superiores (MMSS) e inferiores (MMII) com o cicloergômetro (sem carga), com tempo total de 16 min (8min/membro). Avaliados quanto ao nível de dispneia (escala de BORG), frequência respiratória (f), frequência cardíaca (FC), saturação periférica (SpO2), pressão arterial (PA), antes (0ºmin), durante (4ºmin) e após (8ºmin) exercício para MMSS e MMII separadamente. Um questionário de aceitação foi aplicado. Os dados foram analisados pelo Software SPSS Statistic 22.0, expressos como mediana (intervalo interquartil 25%-75%). O teste de Friedman aplicado para comparação entre os momentos basal, durante e final (MMSS e MMII), seguido de post hoc teste. O teste de Mann-Whitney aplicado para comparar somente os sinais vitais finais em MMSS e MMII. Coeficiente de Spearman para verificar associações. A significância estatística determinada foi de p<0,05. Resultados: As principais alterações dos sinais percebidos nos membros no 0min, 4min e 8min, respectivamente, foram: PAS (mmHg) (MMII 140[125-152], 150[140- 160] e 160 [135-160], p<0,05); FC (bpm) (MMSS 82[69-99], 91[72-120] e 98[79-107], p=0,001; MMII 90[71-104], 92[72-110] e 89[75-110], p=0,009); SpO2 (%) (MMII 96[90-98], 92[88-95], 93[89-95] p=0,035). Não houve diferença estatística entre os valores finais percebidos nos MMSS e MMII. Conclusão: O exercício provocou alterações na PA, FC e SpO2, consideráveis aceitáveis. Adicionalmente, houve boa aceitação do paciente à realização do cicloergômetro de forma adaptada ao leito.


Palavras-chave


Mobilização Precoce; Unidade de Terapia Intensiva; Exercício; Hemodinâmica; Equipamentos e Suplementos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.47066/2177-9333.AC.2020.0005

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