A ideologia de gênero na publicidade contemporânea

Débora Mendes

Resumo


Ao estudar a publicidade contemporânea, reconhece-se a necessidade de conciliar a perspectiva clássica – dos estudos macrossociológicos – com as teorias pós-modernas (que abordam a subjetividade e a identidade). Essa compatibilização se verifica também nos estudos feministas, representados nesse artigo por Lauretis (1994) e Hollanda (1994). Na tentativa de entender essa necessária conciliação, o texto começa traçando um breve esboço acerca da dominação e do poder, para, em seguida, buscar demonstrar como as teóricas feministas, ao relacionarem tais correntes, contribuíram para o desenvolvimento da teoria social. Tal aproximação se verifica, por exemplo, no conceito ideologia de gênero, que traz a ideia de formação das subjetividades e das identidades nos e pelos processos sociais abarcando, simultaneamente, os processos estruturais que atuam na produção publicitária e reforçam o padrão androcêntrico.


Palavras-chave


publicidade, estudos feministas, ideologia, subjetividade

Texto completo:

PDF

Referências


BELELI, Iara. Marcas da diferença da propaganda brasileira. Tese de Doutorado, Ciências Sociais, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, 2005.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Editora Civilização. Brasileira, 2003.

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2007.

BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2002.

CORRÊA, Mariza. O sexo da dominação. Novos Estudos CEBRAP, n. 54, São Paulo, 1999.

DEL PRIORI, Mary. Corpo a corpo com a mulher: pequena história das

transformações do corpo feminino no Brasil. São Paulo: Editora Senac, 2000.

ENGELS, Frederic; MARX, Karl Heinrich. A ideologia alemã e outros escritos. São Paulo: Hucitec, 1991.

ESCOSTEGUY, Ana Carolina; MESSA, Márcia Rejane. Os estudos de gênero na pesquisa em comunicação no Brasil. Contemporânea, Revista de Comunicação e Cultura. Porto Alegre, vol.4, n. 2, 2006.

FERNÁNDEZ, Josefina. Foucault: ¿Marido o Amante? Algunas tensiones entre Foucault y el feminismo. Revista de Estudos Feministas, n. 2, Florianópolis, 2000.

FOUCAULT, Michel. História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

FOUCAULT, Michel. Por uma Genealogia do Poder. In: Microfísica do poder. vol. 7. Rio de Janeiro: Graal, 1984.

GRAMSCI, Antonio. Caderno 12: apontamentos e notas dispersas para um grupo de ensaios sobre a história dos intelectuais. In: Cadernos do Cárcere. vol. 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 1992.

HOLLANDA, Heloísa Buarque de. Feminismo em tempos pós-modernos. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de. (org.). Tendências e Impasses – O feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.

LAURETIS, Teresa de. A tecnologia de Gênero. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de. (org.). Tendências e Impasses – O feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.

MARX, Karl. Mercadoria e dinheiro In: O capital: crítica da economia política. vol. 1. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

RAMOS, Ricardo. Contato imediato com a propaganda. São Paulo: Editora

Global, 1987.

RUBIN, Gayle. The Traffic in Women. Notes on the “Political Economy” of Sex. In: REITER, Rayna (ed.) Toward an Anthropology of Women. New York: Monthly Review Press, 1975.

THERBORN, Göran. La ideología del poder y el poder de la ideología. México: Siglo XXI, 1989.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2176-6665.2010v15n1p241

Direitos autorais

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

  

         

 

                       

 

 

Mediações - Revista de Ciências Sociais

Londrina - PR

E-ISSN: 2176-6665

Email: mediacoes@uel.br  

Mediações utiliza a licença Creative Commons Attribution 4.0 International