Auditoria e certificação ao longo da cadeia de custódia digital arquivística

Tânia Barbosa Salles Gava, Daniel Flores

Resumo


Objetivo: Discutir a importância do processo de auditoria e certificação em todos os ambientes envolvidos nas três entidades externas do Modelo OAIS, analisando o cenário brasileiro.
Metodologia
: Pesquisa exploratória, bibliográfica e documental, tendo como principais fontes documentais e bibliográficas a documentação produzida por diferentes organizações, normativas do Conselho Nacional de Arquivos e artigos científicos de pesquisadores nacionais e internacionais.
Resultados
: Discussão sobre os modelos conceituais de requisitos e de auditoria e certificação, no cenário brasileiro, para os três ambientes envolvidos no Modelo OAIS: o ambiente do produtor, que é o ambiente de gestão dos documentos; o ambiente do administrador, que é o ambiente de preservação dos documentos; o ambiente do consumidor, que é o ambiente de acesso e difusão dos documentos.
Conclusões: No cenário brasileiro há modelos de requisitos para o ambiente de gestão dos documentos, mas não estabelece requisitos de auditoria e certificação; o ambiente de preservação apresenta tanto requisitos funcionais, não funcionais e regras de negócio, quanto requisitos de auditoria e certificação; o ambiente de acesso e difusão dos documentos ainda não possui diretrizes estabelecidas.


Palavras-chave


Auditoria e certificação; Cadeia de custódia digital arquivística; Ambiente de gestão de documentos; Ambiente de preservação; Ambiente de acesso e difusão

Texto completo:

PDF

Referências


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 19011: Diretrizes para auditoria de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

CENTER FOR RESEARCH LIBRARIES/ONLINE COMPUTER LIBRARY CENTER. Trustworthy Repositories Audit & Certification: Criteria and Checklist. Illinois/Ohio: CRL/OCLC, feb. 2007. Disponível em: https://www.crl.edu/sites/default/files/d6/attachments/pages/trac_0.pdf. Acesso em: 24 jun. 2021.

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS. Carta para preservação do patrimônio arquivístico digital. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005. Disponível em: http://conarq.arquivonacional.gov.br/images/publicacoes_textos/Carta_preserva cao.pdf. Acesso em: 14 ago. 2019.

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS. Diretrizes para a Implementação de Repositórios Arquivísticos Digitais Confiáveis – RDCArq. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2015. p.31. Disponível em: http://conarq.gov.br/images/publicacoes_textos/diretrizes_rdc_arq.pdf Acesso em: 04 nov. 2019.

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS. Diretrizes para a presunção de autenticidade de documentos arquivísticos digitais. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2012. Disponível em: https://www.gov.br/conarq/ptbr/centrais-deconteudo/publicacoes/conarq_presuncao_autenticidade_completa.pdf. Acesso em: 21 jun. 2021.

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS. Glossário: documentos arquivísticos digitais. versão 8.0. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2020. p.54. Disponível em:http://http://antigo.conarq.gov.br/images/ctde/Glossario/glosctde_2020_08_ 07.pdf. Acesso em: 21 jun. 2021.

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS. eARQ Brasil: Modelo de requisitos para sistemas informatizados de gestão arquivística de documentos. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2011. Disponível em: http://conarq.arquivonacional.gov.br/images/publicacoes_textos/earqbrasil_mod el_requisitos_2009.pdf. Acesso em: 10 jun. 2021.

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS. eARQ Brasil : Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2020. v. 2. Disponível em: https://www.gov.br/conarq/pt-br/assuntos/noticias/conarq-abre-consulta-publicavisando-a-atualizacao-do-e-arq-brasil/EARQ_v2_2020_final.pdf. Acesso em: 24 mar. 2021.

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Modelo de requisitos para sistemas Informatizados de gestão de processos e documentos do poder judiciário. Brasília: Conselho Nacional de Justiça, 2009. Disponível em: https://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/gestao-documental-e-memoriaproname/gestao-documental/moreq-jus-e-sistemas-informatizados/. Acesso em: 23 jun. 2021.

FERREIRA, M. Introdução à preservação digital: Conceitos, estratégias e actuais consensos. Guimarães, Portugal: Escola de Engenharia da Universidade do Minho, 2006. p.88. Disponível em: http://eprints.rclis.org/8524/1/livro.pdf. Acesso em: 05 maio 2021.

GAVA, T. B. S.; FLORES, D. Repositórios arquivísticos digitais confiáveis (RDC-Arq) como plataforma de preservação digital em um ambiente de gestão arquivística. Informação & Informação, Londrina, v. 25, n. 2, p. 74-99, jul. 2020. ISSN 1981-8920. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/38411. Acesso em: 13 out. 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2020v25n2p74.

GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. p. 1-175.

GLADNEY, H. Long-Term Preservation of Digital Records: Trustworthy Digital Objects. The American Archivist. v. 72, n. 2, p. 401-435. 2009. Disponível em: https://americanarchivist.org/doi/pdf/10.17723/aarc.72.2.g513766100731832. Acesso em: 01 jun. 2021.

HIRTLE, P. B. Archival authenticity in a digital age. Páginas A&B, Arquivos e Bibliotecas Portugal, n. 6, p. 73-90, 2001. Disponível em: https://ojs.letras.up.pt/index.php/paginasaeb/article/view/136/128. Acesso em: 29 jun. 2021.

INTERNATIONAL COUNCIL ON ARCHIVES. Multilingual Archival Terminology. 2012. Disponível em: https://www.ica.org. Acesso em: 14 jun. 2021.

INTERPARES 2 PROJECT. Diretrizes do Produtor. A elaboração e a manutenção de materiais digitais: diretrizes para indivíduos. Tradução Arquivo Nacional e Câmara dos Deputados. TEAM Brasil, 2010. Disponível em: http://www.interpares.org/ip3/display_file.cfm?doc=ip2_creator_guidelines_booklet--portuguese.pdf. Acesso em: 26 jun.

INTERPARES 2 PROJECT. Diretrizes do Preservador. A preservação de documentos arquivísticos digitais: diretrizes para organizações. Tradução: Arquivo Nacional e Câmara dos Deputados. TEAM Brasil, 2010. Disponível em: http://www.interpares.org/ip2/display_file.cfm?doc=ip2_preserver_guidelines_booklet--portuguese.pdf. Acesso em: 26 jun.

SANTOS, H. M.; FLORES, D. As vulnerabilidades dos documentos digitais: Obsolescência tecnológica e ausência de políticas e práticas de preservação digital. Biblios - Revista de Bibliotecología y Ciencias de la Información, Tacna, n. 59, p. 45-54, 2015a. Disponível em: http://biblios.pitt.edu/ojs/index.php/biblios/article/view/215. Acesso em: 26 jun. 2019.

SANTOS, H. M.; FLORES, D. Repositórios digitais confiáveis para documentos arquivísticos: ponderações sobre a preservação em longo prazo. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 20, n. 2, p. 198-218, jun. 2015b. ISSN 1981-5344. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-5344/2341. Acesso em: 26 jun. 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/1981-5344/2341.

ROCHA, C. L. Repositórios para a preservação de documentos arquivísticos digitais. Acervo - Revista do Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, v. 28, n. 2, p. 180-191, 2015. Disponível em: http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/40764. Acesso em: 04 nov. 2019.

SANTOS, H. M. Manual para auditoria de Repositórios Arquivísticos Digitais Confiáveis. 2018. Disponível em: https://www.academia.edu/37334881/MANUAL_PARA_AUDITORIA_DE_REP OSITORIOS_ARQUIVISTICOS_DIGITAIS_CONFIAVEIS. Acesso em: 26 jun. 2021.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2021v26n4p424

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

  

Inf. Inf.

ISSN: 1981-8920 (versão somente online)

DOI: 10.5433/1981-8920

e-mail: infoeinfo@uel.br



Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional