A influência do ambiente político-legal sobre a cadeia de valor da inovação do ecossistema de startups do estado de Minas Gerais

Eric de Paula Ferreira, Armando Sérgio de Aguiar Filho, Fabio Corrêa, Jurema Suely de Araújo Nery Ribeiro, Renata de Souza França

Resumo


Objetivo: Mensurar o grau de influência que o Ambiente Político-Legal exerce sobre a Cadeia de Valor da Inovação do Ecossistema de Startups do estado de Minas Gerais, após a decretação da Lei 12.846/2013 (Lei Anticorrupção).
Metodologia:
Pesquisa exploratória, de abordagem quantitativa, com a utilização de um questionário estruturado como instrumento para coleta de dados. A técnica de análise fatorial confirmatória foi utilizada para testar as hipóteses propostas.
Resultados: O Ambiente Político, assim como o Ambiente Legal, exercem influência significativa e positiva sobre a Cadeia de Valor da Inovação do Ecossistema de Startups de Minas Gerais. A Lei Anticorrupção não exerce influência significativa sobre a relação Ambiente Político-Legal versus Cadeia de Valor da Inovação.
Conclusões: O desenvolvimento da capacidade inovadora nas organizações não depende apenas de elementos internos à empresa, mas também é influenciada por fatores externos, principalmente quando se aborda empresas que se propõem a investir seus esforços em iniciativas de alto risco, como é o caso das empresas Startups.


Palavras-chave


Ecossistemas de Startups; Ambiente político-legal; Cadeia de valor da inovação; Lei anticorrupção

Texto completo:

PDF

Referências


ÁGUEDA, A. F. P. Interconnectivity between Ecosystem Builders and Investor Groups in European Startup Ecosystems. 2016. Dissertação (Mestrado em Engenharia e Gestão Industrial) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, 2016.

ALEISA, E. Startup Ecosystems: Study os the ecosystems around de world, focusing on Silicon Valley, Toronto and Moscow, 2013.

ALMEIDA, L. B.; BATISTA, S. S.; CABRAL, A. P. P. S. O outsorcing como ferramenta estratégica nas mudanças de paradigmas organizacionais. Revista Eletrônica de Ciências, VEREDAS, Caruaru, v. 8, n. 2, 2015.

ARUNDEL, A.; LORENZ, E.; LUNDVALL, B.; VALEYRE, A. How Europe's economies learn: a comparison of work organization and innovation mode for the EU-15. Industrial and corporate change, v. 16, n. 6, p. 1175-1210, 2007.

BARBOSA, R. R. Inteligência empresarial: uma avaliação de fontes de informação sobre o ambiente organizacional externo. DataGramaZero, Rio de Janeiro, v. 3, n. 6, p. 1-13, 2002.

BAREGHEH, A.; ROWLEY, J.; SAMBROOK, S. Towards a multidisciplinary definition of innovation. Management Decision, v. 47, n. 8, p. 1323-1339, 2009.

BIRKINSHAW, J.; HAMEL, M.; MOL, M. Management Innovation. The Academy of Management Review, Texas, Dallas, v. 33, p. 825-845, 2008.

BLANK, S. G.; DORF, B. The Startup Owner’s Manual: The Step-by-Step Guide for Building a Great Company. United States: K&S Ranch, 2012.

CARVALHO, R. B.; TADEU, H. F. B.; BURCHARTH, A. L. L. A.; OLIVEIRA, C. A. A. Panorama da Inovação no Brasil: Análise baseada na perspectiva da competitividade global. Revista Gestão e Tecnologia, Pedro Leopoldo, v. 17, n. 4, p. 129-151, 2017.

CASSIOLATO, J. E.; LASTRES, H. M. M. Sistemas de Inovação e Desenvolvimento: as implicações de política. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 19, p. 34-45, 2005.

CHEN, X.; LIU, Z.; ZHU, Q. Performance evaluation of China's high-tech innovation process: Analysis based on the innovation value chain. Technovation, v. 74, p. 42-53, 2018.

CICCHETTI, D. V.; SHOWALTER, D.; TYRER, P. J. The effect of number of rating scale categories on levels of interater reliability: A Monte Carlo investigation. Applied Psychological Measurement, v. 9, n. 1, p. 31-36, 1985.

CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO. Manual de Responsabilização Administrativa de Pessoas Jurídicas. Brasília: Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União, 2018.

CUKIER, D.; KON, F.; KRUEGER, N. Designing a maturity model for software startup ecosystems. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON PRODUCTFOCUSED SOFTWARE PROCESS IMPROVEMENT, 16., Bolzano, Itália, 2015. Proceedings […]. Bolzano: Springer, 2015. p. 600-606.

DEMONEL, W.; MARX, R. Gestão da Cadeia de Valor da Inovação em ambientes de baixa intensidade tecnológica. Production, Itajubá, v. 25, p. 988- 999, 2015.

DIAS, J. A.; MACHADO, P. A. O. Atos de corrupção relacionados com licitações e contratos. In: SOUZA, J. M.; QUEIROZ, R. P. (org.). Lei Anticorrupção e temas de compliance. Salvador: Jus Podvim, 2016.

DONG, J. Q.; WU, W. Business value of social media technologies: Evidence from online user innovation communities. The Journal of Strategic Information Systems, v. 24, n. 2, p. 113-127, 2015.

DORAN, J.; O'LEARY, E. External Interaction, Innovation and Productivity: An Application of the Innovation Value Chain for Ireland, Spatial Economic Analysis. Spatial Economic Analysis, v. 6, n. 2, p. 199 - 222, 2011.

EISENHARDT, K. M.; MARTIN, J. A. Dynamic capabilities: what are they? Strategic Management Journal, v. 21, p. 1105-1121, 2000.

EKICI, A.; ONSEL, S. How Ethical Behavior of Firms is Influenced by the Legal and Political Environments: A Bayesian Causal Map Analysis Based on Stages of Development. Journal of Business Ethics, v. 115, n. 2, p. 271-290, 2013.

ESCOSSIA, M. H. S.; PAZÓ, C. G. A Lei Anticorrupção e seu impacto transformador: realidade ou ilusão? Revista Juridica, Curitiba, v. 3, n. 40, p. 197-219, 2015.

FAGERBERG, J. Innovation: A Guide to the Literature. In: FAGERBERG, J. M. D. C.; NELSON, R. R. The Oxford Handbook of Innovation. New York: Oxford University Press, 2005.

FERREIRA, E. P.; ISNARD, P. A.; FRANÇA, R. S.; ZIVIANI, F.; AGUIAR FILHO, A. S. Entrelaçando os modelos de gestão da inovação e a tecnologia da informação: a relação dos temas e a intensidade de pesquisas realizadas. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 19., 2018, Londrina. Anais [...] Londrina: UEL, 2018. p. 2473-2490.

FOSTER, G.; SHIMIZU, C. Entrepreneurial Ecosystems Around the Globe and Company Growth Dynamics. Geneva: World Economic Forum, 2014. p. 1-36.

GELMAN, A.; HILL, J. Data Analysis Using Regression and Multilevel/Hierarchical Models. New York: Cambridge University Press, 2007.

GNYAWALI, D. R.; FOGEL, D. S. Environments for entrepreneurship development: key dimensions and research implications. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 18, n. 4, p. 43-62, 1994.

HAIR JÚNIOR, J. F.; HULT, G. T. M.; RINGLE, C. M.; SARSTEDT, M. A primer on partial least squares structural equation modeling. Los Angeles: Sage Publications, 2014.

HAIR JÚNIOR, J. F.; BLACK, W. C.; BABIN, B. J.; ANDERSON, R. E.; TATHAM, R. L. Análise multivariada de dados. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009.

HAMEL, G.; BREEN, B. O futuro da administração. Rio de Janeiro: Campus, 2007.

HANSEN, M. T.; BIRKINSHAW, J. The Innovation Value Chain. Harvard Business Review, Brighton, v. 85, n. 6, p. 121-130, 2007.

HENNESSEY, J. Global marketing strategies. Boston: Houghton Mifflin, 2001.

HERRMANN, B. L.; GAUTHIER, J.; HOLTSCHKE, D.; BERMAN, R.; MARMER, M. The Global Startup Ecosystem Ranking, 2015.

HIRSCH-KREINSEN, H. Low-tecnologies: A forgotten sector in Innovation Policy. Journal of technology management & innovation, v. 3, n. 3, p. 11-20, 2006.

HOSPERS, G. J. Silicon Somewhere? Assessing the usefulness of best practices in regional policy. Policy Studies, v. 27, n. 1, p. 1-15, 2006.

HUSSEY, D. E. Portfolio Analysis: Practical Experience with the Directional Policy Matrix, Long Range Planning, v.11, p. 2-8, 1978.

HWANG, V. W.; HOROWITT, G. The Rainforest: The Secret to Building the Next Silicon Valley. Create Space Independent Publishing Platform, California, EUA, 2012.

INTERNATIONAL TRANSPARENCY. Corruption perceptions index 2020, 2020. Disponível em: https://www.transparency.org/cpi2020. Acesso em: dez. 2021.

KON, F.; CUKIER, D.; MELO, C.; HAZZAN, O.; YUKLEA, H. A panorama of the Israeli software startup ecosystem. Technical report. Social Science Research Network, New York, 2014.

KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson Prentice hall, 2006.

LAM, A. Organizational Innovation. In: FAGERBERG, J.; MOWERY, D. C.; NELSON, R. R. The Oxford Handbook of Innovation. Oxford: Oxford University Press, 2005. Chapter 5, p. 115-147.

LAS CASAS, A. L. Administração de Marketing: conceitos, planejamento e aplicações à realidade brasileira. São Paulo: Atlas, 2010.

LAZONICK, W. The Innovative Firm. In: FAGERBERG, J. M. D. C.; NELSON, R. R. The Oxford Handbook of Innovation. New York: Oxford University Press, 2005.

LIMA, W. D. Gestão da Cadeia de Valor da Inovação em Empresas lowtech. 2011. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

LJUBOWNIKOW, S.; CROTTY, J.; RODGERS, P. W. The state and civil society in Post-Soviet Russia: The development of a Russian-style civil society. Progress in Development Studies, [S. l.], v. 13, n. 2, p. 153 -166, 2013.

MAÇÃES, M. A. R. Manual de Gestão Moderna: Teoria e Prática. Administração e Gestão, Lisboa, Portugal, Actual Editora, 2018.

MASON, C.; BROWN, R. Entrepreneurial ecosystems and growth oriented entrepreneurship. Final Report to OECD, Paris, v. 30, n. 1, p. 77-102, 2014.

MATIAS-PEREIRA, J.; KRUGLIANSKAS, I. Gestão da Inovação: a lei de inovação tecnológica como ferramenta de apoio às políticas industrial e tecnológica do Brasil. RAE - Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 18, n. 3546, 2005.

MAZZUCATO, M. O estado empreendedor: desmascarando o mito do setor público x setor privado. São Paulo: Portfolio-Penguin, 2014.

McDERMOTT, C. M.; O’CONNOR, G. C. Managing radical innovation: an overview of emergent strategy issues. Journal of Product Innovation Management, St. Paul, MN, USA, v. 19, n. 6, p. 424-438, nov. 2002.

MENEZES FILHO, N.; KOMATSU, B. K.; LUCCHESI, A.; FERRARIO, M. Políticas de Inovação no Brasil. Policy Paper, v. 11, p. 1-72, 2014.

MOREIRA NETO, D. F.; FREITAS, R. V. A juridicidade da Lei Anticorrupção: reflexões e interpretações prospectivas. Fórum Administrativo, Belo Horizonte, v. 14, n. 156, fev. 2014.

OASTER, T. R. F. Number of alternatives per choice point and stability of Likerttype scales. Perceptual and Motor Skills, [S. l.], n. 68, p. 539-550, 1989.

OLIVEIRA, J. R. P. Comentários ao art. 2º. In: DI PIETRO, M. S. Z.; MARRARA, T. (org.). Lei Anticorrupção comentada. Belo Horizonte: Fórum, 2017.

PANDEY, N. K. An Analysis of startup ecosystem in metropolitan city in India. International Journal of Engineering and Management Research, [S. l.], v. 8, n. 2, 2018.

PAVITT, K. Innovation Process. In: FAGERBERG, J. M. D. C.; NELSON, R. R. The Oxford Handbook of Innovation. New York: Oxford University Press, 2005.

PETRELLUZZI, M. V.; RIZEK JUNIOR, R. N. Lei Anticorrupção: origens, comentários e análise da legislação correlata. São Paulo: Saraiva, 2014.

PISCIONE, D. P. Secrets of Silicon Valley: What Everyone Else Can Learn from the Innovation Capital of the World. New York: Macmillan, 2013.

RIBEIRO, M. C. P.; DINIZ, P. D. F. Compliance e Lei Anticorrupção nas Empresas. Revista de Informação Legislativa, Brasília, v. 52, n. 205, jan./mar. 2015.

RIES, E. The Lean Startup: How Today’s Entrepreneurs Use Continuous Innovation to Create Radically Successful Businesses. Crown Publishing Group, New York, EUA, 2011.

ROPER, S.; ARVANITIS, S. From knowledge to added value: a comparative, panel-data analysis of the innovation value chain in Irish and Swiss manufacturing firms. Res. Policy, v. 41, p. 1093-1106, 2012.

ROXAS, H.; LINDSAY, V.; ASHILL, N.; VICTORIO, A. An institutional view of local entrepreneurial climate. Journal of Asia Entrepreneurship and Sustainability, v. 3, n. 1, p. 1-28, 2007.

SÁ, C. W. L.; MEDEIROS, J. J. Fatores que influenciam as estratégias empresariais de investimento externo direto em países emergentes. Revista Gerenciais, v. 6, n. 1, p. 45-53, 2007.

STARTUP GENOME. The Global Startup Ecosystem Report 2017. San Francisco: Startup Genome, 2017.

TATA, S. P. J. The role of socio-cultural, political-legal, economic, and educational dimensions in quality management. International Journal of Operations & Production Management, [S. l.], v. 23, n. 5, p. 487-521, 2003.

TIDD, J.; BESSANT, J.; PAVITT, K. Managing innovation. John Wiley & Sons: New Jersey, United States, 2005.

TORCHIA, B. M. Corrupção e Fraude às Licitações: o particular em face das sanções penais e do direito administrativo sancionador. 2017. Dissertação (Mestrado em Direito) – Faculdade de Ciências Humanas, Sociais e da Saúde, FUMEC, 2017.

TORRES, N. N. J.; SOUZA, C. R. B. Uma Revisão da Literatura sobre Ecossistemas de Startups de Tecnologia. In: BRAZILIAN SYMPOSIUM ON INFORMATION SYSTEMS, 12., Florianópolis, 2016. Anais [...]. Florianópolis: SBSI, 2016.

WINTER, S. G. Understanding dynamic capabilities. Strategic Management Journal, [S. l.], v. 24, n. 10, p. 991-995, 2003.

YUN, J. J.; YIGITCANLAR, J. Open Innovation in Value Chain for Sustainability of Firms. Sustainability, Basel, Switzerland, v. 9, n. 5, 2017.

ZOCKUN, M. Comentários ao art. 1º. In: DI PIETRO, M. S. Z.; MARRARA, T. (coord.). Lei Anticorrupção comentada. Belo Horizonte: Fórum, 2017.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2021v26n4p342

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

  

Inf. Inf.

ISSN: 1981-8920 (versão somente online)

DOI: 10.5433/1981-8920

e-mail: infoeinfo@uel.br



Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional