Práticas leitoras em Minas Gerais, século XIX: bibliotecas públicas e a leitura de jornais

Flávia Silvestre Oliveira, Maria da Conceição Carvalho

Resumo


 

 

Introdução: O fim da proibição das atividades de impressão no Brasil, em 1808, provocou o aparecimento de grande número de jornais, deflagrando debates políticos e a propagação da prática de leitura informativa e literária.

Objetivo: Investigar a ocorrência de práticas de leitura em Minas Gerais, no século XIX, especialmente a leitura de jornais em bibliotecas públicas das cidades de Ouro Prêto e São João del Rey.

Metodologia: Revisão de literatura sobre História da Leitura, dialogando, sobretudo, com Darnton, Chartier, Abreu, Lajolo e Zilberman. Enquanto estudo com características de micro-história, definiu-se para a coleta de dados jornais publicados naqueles locais, no período, assim como documentos oficiais, e impressões de viajantes estrangeiros. Para a análise dos dados utilizou-se a análise documental.

Resultados: As bibliotecas públicas foram responsáveis por facilitar o acesso dos habitantes da província à prática da leitura, em especial a leitura de jornais. Através das colunas do leitor criou-se um canal de participação política e de sociabilidade entre cidadãos de diferentes cidades do país.

Conclusões: A sociedade mineira do século XIX, como já vinha acontecendo desde os movimentos da Inconfidência, fez da leitura de jornais um ato cotidiano vivido por indivíduos de diferentes classes sociais. Nas bibliotecas e sociedades literárias, como nas praças públicas, jornais e folhetos eram lidos em voz alta para proveito das pessoas mais pobres e iletradas que foram, de alguma forma, socialmente inseridas naquele momento de mudanças sociais e políticas.


Palavras-chave


Leitura - Bibliotecas

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2016v21n1p426



  

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ISSN: 1981-8920 (versão somente online)

DOI: 10.5433/1981-8920

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