A morte e a morte de Quincas Berro D'água, história e literatura: diálogos, singularidades e possibilidades de análise

Anderson Teixeira Renzcherchen, Silvéria da Aparecida Ferreira

Resumo


Este artigo apresenta uma reflexão sobre os campos da História e da Literatura e suas aproximações. Entendemos a literatura enquanto fonte, testemunho e evidência histórica, para sustentar essa afirmação buscamos na abertura historiográfica, promovida pela escola dos Annales e pela vertente da Nova História Cultural, as aproximações e possibilidades dessa relação. Pontuamos algumas singularidades da escrita histórica e da literária, bem como, as apropriações e diálogos possíveis das produções literárias pela História. Por fim, analisamos a obra “A morte e a morte de Quincas Berro Dágua” publicada pela primeira vez em 1959, do renomado escritor Jorge Amado, discussão na qual tentamos compreender o contexto social do autor e da obra, a fim de abranger os sentimentos, as angústias, percepções de mundo, mentalidades e, mesmo não sendo nossa intenção inicial, atentamos para os estereótipos presentes na obra e sobre a sociedade baiana da década de 1950 e que ainda se perpetuam no discurso social.

Palavras-chave


História; Literatura; Fonte histórica; Jorge Amado.

Texto completo:

PDF

Referências


AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. 77. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998.

ARISTÓTELES. A arte poética. Disponível em: https://ava.uepg.br/pos/pluginfile.php/65100/mod_book/chapter/8267/PO %C3%89TICA%2C%20de%20Arist%C3%B3teles.pdf. Acesso em: 25 fev. 2019.

ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Nova Cultural, 2000.

ASSIS, Gabriella Lima de; CRUZ, Marcus Silva da. Desconstruindo a História: Hayden White e a escrita da narrativa. Revista Mosaico, v. 3, n. 1, p. 111-118, jan./jun. 2010. Disponível em: http://seer.pucgoias.edu.br/index.php/mosaico/article/download/1837/114 1. Acesso em: 25 fev. 2019.

BARROS, José Costa D’Assunção. Jacques Le Goff: considerações sobre contribuição para a teoria da história. Cadernos de História, Belo Horizonte, v. 14, n. 21, p. 135-156, 2013. Disponível em: http://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoshistoria/article/view/5074 . Acesso em: 25 fev. 2019.

BURKE, Peter. A escola dos Annales (1929-1989): A Revolução Francesa da historiografia. São Paulo: Editora Universidade Estadual Paulista, 1991.

CAMILOTTI, Virgínia; NAXARA, Márcia Regina C. História e literatura: fontes literárias na produção historiográfica recente no Brasil. História: Questões & Debates, v. 50, n. 1, 2009.

CHALHOUB, Sidney. A História nas histórias de Machado de Assis: uma interpretação de Helena, IFCH/UNICAMP, São Paulo, 1991.

CHALHOUB, Sidney; PEREIRA, Leonardo A. de Miranda. A história contada: capítulos de história social da literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.

FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de história: Experiências, reflexões e aprendizados. Campinas: Papirus 2003.

ABDALA JUNIOR, Benjamin. O Romance social brasileiro. Scipicione, São Paulo, 1993.

LE GOFF, Jacques. A História Nova. Martins Fontes: São Paulo, 1990.

LE GOFF, Jacques. História e memória. UNICAMP: Campinas. 2003.

MACIEL; Bruno Bastos. Políticas Culturais no Estado da Bahia (1945-1964). Salvador, UFBA, 2006.

MEIRA, Reginete de Jesus Lopes. Entre a alegria e a preguiça: a construção discursiva da baianidade na publicidade de turismo. 2015. 140 f. Dissertação (Mestrado em Estudos Linguísticos) - Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, 2015. Disponível em: http://tede2.uefs.br:8080/handle/tede/379. Acesso em: 25 fev. 2019.

MEIRA, Reginete de Jesus Lopes. O caricato do baiano: representação discursiva em anúncios de turismo. Revista Pandora Brasil, n. 58, set. 2013.

MORAES, Dislane Zerbinatti. Literatura e história na escola: aprendizagens e desafios mútuos. Simpósio Nacional de Letras e Linguística. 2009. p. 1- 20

NASCIMENTO; Jairo Carvalho do. A literatura de cordel no ensino de História: reflexões teóricas e orientações metodológicas. ANPUH – XXIII Simpósio Nacional de História – Londrina, 2005. Disponível em: http://anais.anpuh.org/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S23.0477.pdf. Acesso em: 25 fev. 2019.

PALAMARTCHUK, Ana Paula. Jorge Amado: um escritor de putas e vagabundos? (p. 333-360). In: CHALHOUB; PEREIRA. A história contada: capítulos de história social da literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. Contribuição da história e da literatura para a construção do cidadão: a abordagem da identidade nacional. In: Discurso histórico e narrativa literária. Jacques Leenhardt, Sandra Jatahy Pesavento (orgs.). Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1998. p. 17-41.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. Correntes, campos temáticos e fontes: uma aventura da História. In: Idem. História & História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

RÜSEN, Jörn. Razão Histórica: teoria da história: fundamentos da ciência histórica. Brasília: Editora: Universidade de Brasília, 2001.

RÜSEN, Jörn. Teoria da História: uma teoria da história como ciência. Curitiba, editora UFPR, 2015.

SANTOS, A. F; SIMON, C.B. A literatura no ensino de história: 30 anos de pesquisas. IN: VII SEPECH – Seminário de Pesquisa em Ciências Humanas. Londrina, EDUEL, 2008. S

ANTOS, A. F; SIMON, C.B. Entre fatos e artefatos: literatura e ensino de História nos encontros acadêmicos nacionais (1979-2007). Dissertação (Mestrado em História Social). Universidade Estadual de Londrina. Londrina, 2009. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000149998. Acesso em: 25 fev. 2019.

SOISTAK, Angelis Cristina; OLIVEIRA, Silvana. Literatura e História: Ficção e Discurso Histórico em José Saramago (p. 51-99). In: Especialização em História, Arte e Cultura: livro 3 por Rosângela Wosiack Zulian e outros. Ponta Grossa: UEPG/NUTEAD, 2010. 25




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2238-3018.2019v25n2p325

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


URL da licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Hist. Ensino
E-Issn: 2238-3018
DOI10.5433/2238-3018
E-mail: labhis@uel.br