A constituição histórica do trabalho docente no período militar

Kamylla Pereira Borges

Resumo


Este texto pretende discutir a constituição histórica do trabalho docente mediante  a implementação das Leis 5540/1968 e 5692/1971 e  a relação entre trabalho e educação desenvolvidos no Regime Militar. Para tanto, partiremos de uma reflexão sobre os conceitos de trabalho e sua relação com a educação na perspectiva marxiana, para posteriormente apreendermos os nexos constitutivos do trabalho docente na ditadura militar. O que se percebe é que o trabalho docente foi constituído no período militar como um trabalho alienado. Isso pode ser demonstrado pelo controle parcial do seu processo de trabalho, a dicotomia entre o processo de elaboração e execução, entre a  teoria e prática, e o controle rigoroso do Estado sobre a atuação do educador dentro e fora da sala de aula.


Palavras-chave


Trabalho docente; Políticas públicas; Regime Militar

Texto completo:

PDF

Referências


BRZEZINSKI, I. Pedagogia, Pedagogos e formação de professores. Campinas, SP: Papirus, 1996.

COSTA, S. O trabalho como elemento fundante da humanização. Revista Estudos, Goiânia: UCG. v. 22, n. 3/5, p.171-188dez/1996.

FERREIRA JR, A; BITTAR, M. A Ditadura Militar e a proletarização dos professores. Educação e sociedade. Campinas, v. 27, n. 97, p. 1159-1179, set/dez 2006.

FREIXO, A.; ADJOVANES, T. S. A. Os acordos MEC-USAID e a reestruturação do sistema educacional brasileiro. In: X Encontro Regional de História. ANPUH-RJ, Histórias e Biografias. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2002.

GERMANO, J. W. Estado Militar e educação no Brasil (1964–1985). São Paulo; Cortez, 1993.

HOBSBAWM, E. J. Sobre história. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

MASCARENHAS, A. C. B. XVII Simpósio de Estudos e Pesquisas da Faculdade de Educação. UFG. Mesa Redonda: Governos “pós-neoliberais” na América Latina e Educação. Revista Interação. v. 34, n. 1, 2009. p. 2-6.

MASCARENHAS, A. C. B. O trabalhador e a identidade política da classe trabalhadora. Goiânia: Alternativa. 2002

MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2001.

MARX, K; ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Expressão Popular, 2009.

MARX, K. O Capital. São Paulo: Nova Cultural, 1988. Livro 1, v.1.

MARX, K. Miséria da Filosofia. São Paulo: Global, 1985.

MARX, K. O 18 Brumário e cartas a Kugelmann. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

MESZÁROS, I. A educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2005.

PARO, V. H. Administração Escolar: introdução crítica. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

PARO, V. H. Educação como exercício de poder: crítica ao senso comum em educação. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2010.

PONCE, A. Educação e Luta de Classes. 7 ed. São Paulo: Editora Cortez, 1986.

ROMANELLI, O. T. de O. História da educação no Brasil 1930/1973. 16.ed. Petrópolis: Vozes, 1994.

SAVIANI, D. O legado educacional do Regime Militar. Cadernos Cedes, Campinas, v. 28, n 76, p. 291-312, set./dez. 2008.

SAVIANI, D. Pedagogia histórico-critica. 7 ed. Campinas, SP: Autores Associados,1991

SAVIANI, D. Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos. Revista brasileira de Educação, v. 12, n. 34. Jan./abr. 2007.

TANURI, L. M. História da formação de professores. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, n. 14, maio/ago 2000.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2238-3018.2014v20n1p123

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Hist. Ensino
E-Issn: 2238-3018
DOI10.5433/2238-3018
E-mail: labhis@uel.br