Dinâmica da cobertura florestal na Serra da Mantiqueira entre 1999 e 2017

Caio Arlanche Petri, Daniel Andrade Maciel, Rogério Flores Junior

Resumo


Apesar da extensa cobertura florestal nativa, usos como pastagem extensiva e cultivo florestal também estão presentes na Área de Proteção Ambiental da Serra da Mantiqueira (APA-SM). Além disto, há também ausência de um plano de manejo, com pouco estudo ambiental sobre sua dinâmica de uso e ocupação. Este trabalho buscou avaliar a variação temporal da cobertura florestal para a APA-SM entre os anos de 1999 e 2017 utilizando interpretação de imagens orbitais dos sensores Landsat-5/TM e Landsat-8/OLI. A imagem de 1999 foi classificada com posterior atualização manual até o ano de 2017. Em seguida, buscando avaliar o nível de fragmentação das florestas nativas, foram adotadas métricas de paisagem nas imagens classificadas. Como resultado, foi diagnosticado um aumento da cobertura florestal (floresta nativa com floresta plantada) pela expansão e surgimento de novos fragmentos, enquanto que a conversão de florestas para outros usos foi baixa. Apesar disso, as florestas nativas apresentaram uma redução de seu percentual de cobertura em relação à cobertura florestal total e as métricas de paisagem evidenciaram fragmentação da floresta nativa. O significativo número de novos fragmentos de pequena extensão pode indicar, em determinados casos, prognóstico positivo para a classe de cobertura florestal nativa em crescimento, apesar da fragmentação do habitat.

Palavras-chave


Unidades de conservação; Cobertura florestal; Sensoriamento remoto.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2447-1747.2020v29n1p157

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