A questão agrária na Microrregião de União da Vitória/PR: o latifúndio e seus desdobramentos geográficos

Silas Rafael da Fonseca

Resumo


O artigo parte do entendimento de que compreender a questão agrária na microrregião de União da Vitória perpassa pela atualidade do conceito de latifúndio. Para tanto, refutamos a carga ideológica do discurso de desenvolvimento econômico gerador de divisas da monocultura, isso porque a agricultura capitalista tem gerado concentração de terra e renda na região, provocando pobreza e a desagregação de modos de vida. Assim, o texto busca apontar alguns elementos de como se expressa territorialmente a monocultura de árvores, revelada no latifúndio produtivo, na microrregião de União da Vitória, e quais suas implicações para as populações do campo e da cidade. Como suporte teórico a análise e entendimento da questão agrária perpassa pela compreensão do desenvolvimento do capitalismo no campo, que se manifesta territorialmente de modo contraditório e combinado. Com base nessa perspectiva teórica e somada a análise de dados preliminares (apresentados no decorrer do artigo), observamos, que a agricultura capitalista, expressa no latifúndio improdutivo e no latifúndio produtivo (agronegócio), não é sinônimo de desenvolvimento local e regional.

Palavras-chave


Questão agrária; Latifúndio; Monocultivo de árvores.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2447-1747.2017v26n1p173

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