Subalternidade, marginalidade e violência num tempo sem lei: uma leitura de Querô, uma reportagem maldita e híbrida

Wagner Corsino Enedino, Celeste da Silva Souza

Resumo


Vinculados aos mecanismos de significação que compõe o romance Querô, uma reportagem maldita (1977), de Plínio Marcos, estão os pressupostos teóricos de Lins (1990); Muir (1997); Reis e Lopes (1988); além de trazer à baila os conceitos de Spivak (2010); Enedino (2009) e Ginzburg (2012) no que se referem à subalternidade e violência como fatores essenciais na configuração do espaço e das personagens. Importa mencionar que, por esse viés, o autor procurou transformar “personagens reais” em personagens de ficção, trazendo para o leitor uma “realidade ficcional”, refletindo acerca do papel do marginal e do subalterno na constituição da sociedade.


Palavras-chave


Subalternidade; Marginalidade; Violência; Hibridização de gêneros

Texto completo:

PDF

Referências


ARENDT, Hanna. Sobre a violência. Tradução: André de Macedo Duarte. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.

BEVERLEY, John. Subalternidad y representación: debates en teoría cultural. Tradução:Mayrlene Beiza y Sergio VillaLobos-Ruminott. Madrid: Iberoamericana, 2004.

CANDIDO, Antonio. A personagem no romance. In: CANDIDO, Antonio et al. A personagem de ficção. São Paulo: Perspectiva, 2002. p. 52-80.

COMPAGNON, Antoine. O demônio da literatura: literatura e senso comum. Tradução: Cleonice Paes Barreto Mourão; Consuelo Fortes Santiago. 2. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2003.

COSTA, Lígia Militz. A poética de Aristóteles: mímese e verossimilhança. São Paulo: Ática, 1992.

ENEDINO, Wagner Corsino. Entre o limbo e o gueto: literatura e marginalidade em Plínio Marcos. Campo Grande: UFMS, 2009.

FRIEDMAN, Norman. O ponto de vista na ficção. Revista Usp, São Paulo, n. 53, p. 166-182, mar./maio de 2002.

GINZBURG, Jaime. Crítica em tempos de violência. São Paulo: Edusp; Fapesp, 2012.

LINS, Ronaldo Lima. Violência e Literatura. Prefácio de Jacques Leenhardt. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1990.

MAGALDI, Sábato. Moderna dramaturgia brasileira. São Paulo: Perspectiva, 1998.

MARCOS, Plínio. Querô: uma reportagem maldita. 3. ed. São Paulo: Global Editora, 1977.

MUIR, Edwin. O romance dramático. In: MUIR, Edwin. A estrutura do romance. São Paulo: Edunesp, 1997.

ORLANDI, Eni Puccinelli. As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. 6. ed. Campinas: Unicamp, 2007.

PEREIRA, Luiz (Org.). Populações “marginais”. São Paulo: Duas Cidades, 1978.

PALLOTTINI, Renata. Dramaturgia: a construção do personagem. São Paulo: Ática, 1989.

QUIJANO, Aníbal. Notas sobre o conceito de marginalidade social. In: PEREIRA, Luiz (Org.). Populações “marginais”. São Paulo: Duas Cidades, 1978. p. 11- 71.

REIS, Carlos; LOPES, Ana Cristina M. Dicionário de teoria da narrativa. São Paulo: Ática, 1988.

SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Tradução: Sandra Regina Goulart. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.