Transgressão e tradição nos sonetos de Dá gusto andar desnudo por estas selvas

Ana Paula Macedo Cartapatti Kaimoti

Resumo


Os poemas da sequência <i>Dá gusto andar desnudo por estas selvas: sonetos salvajes</i>, do poeta brasileiro Douglas Diegues, publicada em 2002, são o objeto deste artigo que procura discutir o papel dessa publicação no contexto da poesia brasileira contemporânea. A utilização do soneto por si só já apresenta um problema, levando em conta sua longevidade na literatura ocidental, ao mesmo tempo em que sua presença é polêmica na produção poética recente no Brasil, aspectos que chamam atenção para o sentido da escolha por essa forma fixa, como uma forma de se refletir sobre a tradição e a transgressão na poesia brasileira recente. 

 


Palavras-chave


Poesia brasileira contemporânea; Soneto; Douglas Diegues

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