A visão de morte na poesia de Florbela Espanca

Luís Cláudio Ferreira Silva, Clarice Zamonaro Cortez

Resumo


A morte pode ser considerada a maior tristeza de nossa existência. Ela interrompe projetos, sonhos e uma vida estável. A relação do ser humano com ela é de repulsa. Porém, a morte sempre foi vista dessa maneira? Em uma época onde o apego material não era tão forte como nos dias atuais e o destino é que regia a vida das pessoas, essa imagem era semelhante à nossa? Para levantar esses dados utilizaremos os estudos de Philippe Ariès, que faz um levantamento sobre a visão de morte nas sociedades medievais. Veremos como tudo isto se aplica no poema “À Morte”, de Florbela Espanca, e tentaremos entender qual é a imagem criada pela poetisa a respeito da morte.

 


Palavras-chave


Imagem; Morte na Sociedade Moderna; Poeta Portuguesa; Florbela Espanca

Texto completo:

PDF

Referências


ARANHA, Maria L. Arruda; MARTINS, Maria H. P. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1986.

ARIÈS, Philippe. História da Morte no Ocidente. Tradução: Priscila Viana de Siqueira. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.

BOSI, Alfredo. O Ser e o Tempo da Poesia. São Paulo: Cultrix, 1983.

ESPANCA, Florbela. Sonetos. São Paulo; Martin Claret, 2005.

FERNANDES, José. O Existencialismo na Ficção Brasileira. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 1986.

GIORDANI, Mário Curtis. Introdução ao Existencialismo. Petrópolis: Vozes, 1976.

HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Tradução: Márcia de Sá Cavalcante. Petrópolis: Vozes, 2008.

JÚDICE, Nuno. As Máscaras do Poema. Lisboa: Arión, 1998.

MOISÉS, Massaud. A Literatura Portuguesa. São Paulo: Cultrix, 2008.

PAZ, Octavio. O Arco e a Lira. Tradução: Olga Savary. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.

TASSINARI, Alberto. A Lógica da Imagem Pictórica. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, 2005.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.