Experiências de envelhecimento masculino

Roana De Jesus Braga, Mariele Rodrigues Correa

Resumo


O presente estudo analisou os sentidos que homens participantes do projeto Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Assis-SP, atribuem ao envelhecimento. O objetivo principal foi compreender as transformações vividas no processo de envelhecer e as contribuições do projeto da UNATI em possíveis mudanças e ressignificações da velhice. Para tanto, foram realizadas 11 entrevistas individuais e semiestruturadas com participantes do projeto entre 59 e 79 anos. Através da Análise de Conteúdo foi possível compreender a importância que esses homens dispendem ao cuidado com a saúde do corpo e da mente e em manter-se inseridos socialmente, assim como aspectos da masculinidade e da aposentadoria que influenciam nas vivências da velhice.


Texto completo:

PDF

Referências


Badinter. E. (1993). XY: Sobre a identidade masculina. (1a ed.) Rio de Janeiro, RJ: Nova Fronteira.

Bardin, L. (2009). Análise de conteúdo. Coimbra, Portugal: Edições 70.

Borges, l., & Seidl, E. (2012). Percepções e comportamentos de cuidados com a saúde entre homens idosos. Psicologia, Ciência e Profissão, 32(1), 66-81. doi:10.1590/S1414-98932012000100006

Bosi, E. (2007). Memória e sociedade: Lembranças de velhos. São Paulo, SP: Companhia das letras.

Bulla, L., & Kaefer, C. (2003). Trabalho e aposentadoria: As repercussões sociais na vida do idoso aposentado. Revista Virtual Textos & Contextos, 2(2), 1-8.

Burille, A., Gerhardt, T. E., Lopes, M. J. M., & Dantas, G. C. (2018). Subjetividades de homens rurais com problemas cardiovasculares: Cuidado, ameaças e afirmações da masculinidade. Saúde e Sociedade, 27(2), 435-447. https://doi.org/10.1590/s0104-12902018162943

Cachioni, M., & Ordonez, T. N. (2017). Universidade da Terceira Idade. In E. V. Freitas & L. Py (Orgs), Tratado de geriatria e gerontologia (4ª ed.). (pp. 3567- 3584) Rio de Janeiro, RJ: Editora Guanabara Koogan LTDA.

Camarano, A. A., & Pasinato, M. T. (2004). O envelhecimento populacional na agenda das políticas públicas. In A. A. Camarano (Org.), Os novos idosos brasileiros: muito além dos 60? (pp. 253-292) Rio de Janeiro, RJ: IPEA.

Castro, A., & Camargo, B. V. (2017). Representações sociais da velhice e do envelhecimento na era digital: revisão da literatura. Psicologia em Revista, 23(3), 882-900. doi: 10.5752/P.1678-9563.2017v23n3p882-900

Cocentino, J. M. B., & Viana, T. C. (2011). A velhice e a morte: Reflexões sobre o processo de luto. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 14(3), 591-599. doi: 10.1590/S1809-98232011000300018

Correa, M. R., & Justo, J. S. (2017). Envelhecimento, grupalidades e subjetivação. In M. Y. Okamoto, & T. S. Emidio (Orgs.), Perspectivas psicanalíticas atuais para o trabalho com grupos e famílias na Universidade (pp. 68-86). São Paulo, SP: Cultura Acadêmica.

Côrte, B., Goldfarb, D. C., & Lopes, R. G. C. (Orgs.), (2009), Psicogerontologia: fundamentos e práticas. Curitiba, PR: Juruá.

Couto, M. C., Koller, S. H., Novo, R., & Soares, P. S. (2009). Avaliação de discriminação contra idosos em contexto brasileiro: Ageísmo. Psicologia: Teoria e Pesquisa. 25(4), 509-518. doi: 10.1590/S0102-37722009000400006.

Erikson. E. (1998). O ciclo de vida completo. Porto Alegre: Artmed.

Fernandes-Eloi, J., Silva, A. M. S., & Silva, J. (2020). Ageísmo: Percepção de pessoas idosas usuárias do CRAS. Revista Subjetividades, 20(Especial 1), 1-11. doi: http://dx.doi.org/10.5020/23590777.rs.v20iEsp1.e8945

Ferrigno, J. C. (2013). Conflitos e cooperação entre gerações. São Paulo, SP: Sesc.

Figueiredo, W. (2005). Assistência à saúde dos homens: Um desafio para os serviços de atenção primária. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 10(1), 105-109. doi: 10.1590/S1413-81232005000100017

Fonseca, S. C. (Org.), (2016). O envelhecimento ativo e seus fundamentos. São Paulo, SP: Portal Edições.

França, L. H. P, & Soares, D. H. P. (2009). Preparação para a aposentadoria como parte da educação ao longo da vida. Psicologia Ciência e Profissão, 29(4), 738-751. doi: 10.1590/S1414-98932009000400007

Fragoso, V.; & Mayor, M. (Orgs), (2017). Gerontologia e transdisciplinaridade. São Paulo, SP: Portal Edições.

Góis, E. C. P.; Santos, J. V. O.; Araújo, L. F. (2020). Representações sociais sobre a velhice masculina: Abordagens de homens idosos participantes de grupo de convivência. Revista Subjetividades, 20(Especial 1), 1-9. doi: 10.5020/23590777.rs.v20iEsp1.e9140

Goldani, A. M. (2010). Desafios do “preconceito etário” no Brasil. Educação e Sociedade, 31(111), 411-434. doi: 10.1590/S0101-73302010000200007

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2016). Síntese de indicadores sociais: Uma análise das condições de vida da população brasileira. Rio de Janeiro, RJ: IBGE.

Kreuz, G., & Franco, M. h. P. (2017). O luto do idoso diante das perdas da doença e do envelhecimento. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 69(2), 168-186.

Lima, P. M. R., Coelho, V. L. D., & Günther, I. A. (2011). Envolvimento vital: Um desafio da velhice. Geriatria & Gerontologia, 5(4), 261-268.

Moura, R. G. A. (2019). Masculinidade tóxica e seus impactos na vida dos gays dentro das organizações. Revista Ciências do Trabalho, São Paulo, (13), 125-139.

Navarro, A. B., Cilleiros, & V. M. (2017). Universidad como puente entre generaciones: Una experiencia internacional de coaprendizaje. In: Fragoso, V., & Mayor, M. S. (Orgs.) Gerontologia e Transdisciplinaridade (pp. 107-120). São Paulo, SP: Portal do Envelhecimento.

Neri, A. L. (2002). Envelhecer bem no trabalho: Possibilidades individuais, organizacionais e sociais. A Terceira Idade, 13(24), 7- 27.

Neri, A. L. (Org.) (2008). Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Alínea.

Nóbrega, A. C. L., Freitas, E. V., Oliveira, M. A. B., Leitão, M. B., Lazzoli, J. K., Nahas, R. M., ... Rose. E. H. (1999). Posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Atividade física e saúde no idoso. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 5(6), 201-211. https://doi.org/10.1590/S1517-86921999000600002

Oliveira, R. C. S., Scortegagna, P. A., & Oliveira, F. S. (2015). Extensão universitária: Perspectivas e ações para a terceira idade. In: Oliveira, R. C. S., & Scortegagna, P. A. (Orgs.), Universidade Aberta para a Terceira Idade: O idoso como protagonista da extensão universitária (pp. 21-38). Ponta Grossa, PR: Editora UEPG.

Oliveira, R. C. S. (2012). Reconstrução histórica da universidade aberta para a terceira idade na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Revista HISTEDBR On-line, 12(45), 142-161. doi: 10.20396/rho.v12i45e.8640114.

Organização Pan-Americana de Saúde. (2018, fevereiro). Folha Informativa: Envelhecimento e saúde. Recuperado de https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5661:folha-informativa-envelhecimento-e-saude&Itemid=820

Paschoal, S. M. P. (2006). Envelhecimento na perspectiva de gênero. In: Corte, B., Mercadante, E. F., & Arcuri, I. G. (Orgs.) Masculin(idade) e velhice: Entre um bom e mau envelhecer (pp. 81-89). São Paulo, SP: Vetor.

Peralva, A. (1997). O jovem como modelo cultural. Revista Brasileira de educação, 5(6), 15-25.

Pereira, M. C. A., Santos, L. F. S., Moura, T. N. B., Pereira, L. C. A., & Landim, M. B. P. (2016). Contribuição da socialização e das políticas públicas para a promoção do envelhecimento saudável: Uma revisão de literatura. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, 29(1), 124-131. doi:10.5020/18061230.2016.p124

Pinto, J. M., & Neri, A. L. (2017). Participação social e envelhecimento. In: Freitas, E. V., & Py, L. (Org.) Tratado de geriatria e gerontologia (4ª ed.). Rio de Janeiro, RJ: Editora Guanabara Koogan LTDA.

Rangel, E. M., Monteiro, B. G. D. S., & Moraes, L. P. (2017). “Porque eu sou é home!”: Uma análise dos impactos da construção social da masculinidade no cuidado com a saúde. Interfaces Científicas-Humanas e Sociais, 6(2), 243-252. doi: 10.17564/2316-3801.2017v6n2p243-252

Rodrigues, M., Ayabe, N. H., Lunardelli, M. C. F., & Canêo, L. C. (2005). A preparação para a aposentadoria: O papel do psicólogo frente a essa questão. São Paulo: Revista Brasileira de Orientação Profissional, 6(1), 53-62.

Rodrigues, J. R., Rauth, J., & Terra, N. L. (2016). Gerontologia social. Porto Alegre, RS: EDIPUCRS.

Santos, S. T., Souza, L. V. (2015). Envelhecimento positivo como construção social: Práticas discursivas de homens com mais de 60 anos. Revista da SPAGESP – Sociedade de psicoterapias analíticas grupais do estado de São Paulo, 16(2), 46-58.

Santos, D. F. (2019). Intergeracionalidade: Cartas na mesa. São Paulo, SP: Portal Edições.

Silva, L. C. A. (2019). As implicações da aposentadoria na construção da identidade do idoso. Pretextos – Revista da Graduação em Psicologia da PUC-Minas, 4(8), 145-163.

Silva, P., Botelho-Gomes, P., & Goellner, S. V. (2008). Educação física no sistema educativo português: um espaço de reafirmação da masculinidade hegemônica. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, 22(3), 219-233. doi: 10.1590/S1807-55092008000300006

Tarallo, R. S., Neri, A. L., & Cachioni, M. (2017). Atitudes de idosos e de profissionais em relação a trocas intergeracionais. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 20(03), 423-431. doi: 10.1590/1981-22562017020.160194

Vinuto, J., Abreo, L. O., & Gonçalves, H. S. (2017) No fio da navalha: Efeitos da masculinidade e virilidade no trabalho de agentes socioeducativos. Plural, 24(1), 54-77. doi: 10.11606/issn.2176-8099.pcso.2017.126635




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2236-6407.2021v12n1p133

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Estud. Interdiscip. Psicol.
E-mail: revistaeip@uel.br
E-ISSN: 2236-6407
DOI: 10.5433/2236-6407 

 Esta obra está licenciada com uma licença Attribution 4.0 International (CC BY 4.0)