Transformando muros: graffiti com adolescentes em privação de liberdade

Cláudia Regina Campos Rodrigues, Amanda Garcez, Renan De Vita Alves de Brito, Andréia Isabel Giacomozzi, Tathiana Reche Santa Rosa

Resumo


Este estudo avalia uma intervenção de oficinas de graffiti, com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de privação de liberdade em um Centro de Atendimento Socioeducativo de Florianópolis (SC). As oficinas visaram promover uma intervenção artística, espaço de expressão, fortalecimento de vínculos e formação ética-estética-política dos jovens. Foram realizados seis encontros com dois grupos (ala feminina e masculina) de 5 a 15 adolescentes (13 a 18 anos), bem como reuniões com a equipe técnica e os agentes socioeducativos. Posteriormente, foram conduzidos grupos focais com os participantes, sendo realizada análise de conteúdo temática e discussão com registros de diários de campo. Os resultados indicaram contribuição para o caráter socioeducativo da medida, coerente com o Estatuto da Criança e do Adolescente, pois houve opiniões positivas e protagonismo dos adolescentes, reflexões sobre ética e a dinâmica do Centro.


Palavras-chave


adolescente em conflito com a lei; arte urbana; ética; medidas socioeducativas

Texto completo:

PDF

Referências


Almeida, G. B. (2013). Política, subjetividade e arte urbana: O graffiti na cidade (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC.

Bardin, L. (1977). Análise de conteúdo (L. A. Reto & A. Pinheiro, Trans.). Lisboa, Portugal: Edições 70.

Berri, B., Zanella, A. V., & Assis, N. (2015). Imagens da cidade: O projeto ArteUrbe. Revista Polis e Psique, 5(2), 123-149. https://doi.org/10.22456/2238-152X.53951

Brito, R. V. A. (2016). Jovens, arte e cidade: A via de mão tripla (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC.

Brito, R. V. A &, Zanella, A. V. (2017). Formação ética, estética e política em oficinas com jovens: Tensões, transgressões e inquietações na pesquisa-intervenção. Bakhtiniana: Revista de Estudos do Discurso, 12(1), 42-64. https://doi.org/10.1590/2176-457326093

Broide, J., & Broide, E. E. (2015). Do silêncio à palavra. In J. Broide & E. E. Broide, A psicanálise em situações sociais críticas: Metodologia clínica e intervenções (pp. 13-26). São Paulo, SP: Escuta.

Conselho Nacional do Ministério Público. (2019). Panorama da execução dos programas socioeducativos de internação e semiliberdade nos estados brasileiros. Brasília, DF: CNMP.

Coscioni, V., Costa, L. L. A., Rosa, E. M., & Koller, S. H. (2017). O cumprimento da medida socioeducativa de internação no Brasil: Uma revisão sistemática da literatura. Psico, 48(3), 231-242. http://dx.doi.org/10.15448/1980-8623.2017.3.24920

Deleuze, G. (2002). Espinosa: Filosofia prática (D. Lins & F. P. Lins, Trans.). São Paulo, SP: Escuta. (Trabalho original publicado em 1970).

Frota, A. M. M. C. (2007). Diferentes concepções da infância e adolescência: A importância da historicidade para sua construção. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 7(1), 147-160.

Garcia, J., & Pereira, P. (2014). Somos todos infratores. O Social em Questão, 18(31), 137-162.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2236-6407.2021v12n1suplp63

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Estud. Interdiscip. Psicol.
E-mail: revistaeip@uel.br
E-ISSN: 2236-6407
DOI: 10.5433/2236-6407 

 Esta obra está licenciada com uma licença Attribution 4.0 International (CC BY 4.0)