Depressão, motivos para viver e o significado do suicídio em graduandos do curso de psicologia

Gabriela da Silva Cremasco, Makilim Nunes Baptista

Resumo


Estima-se que de 15% a 25% dos universitários desenvolva algum transtorno mental na formação, sendo a depressão um dos mais prevalentes. O objetivo foi investigar índices de depressão e motivos para viver em graduandos de Psicologia. Participaram 77 alunos (M=22,83; DP=6,8; 72,7% mulheres). Foram aplicadas a Escala Baptista de Depressão (Versão-Adulto) (EBADEP-A), Escala de Motivos para Viver (EMVIVER) e uma pergunta aberta sobre o que os estudantes pensavam do suicídio. Encontrou-se correlações negativas entre a EBADEP-A e EMVIVER, demonstrando que à medida que aumenta a sintomatologia depressiva, os motivos para viver diminuem ou vice-versa. A análise qualitativa demonstrou que a maior parte dos participantes veem o suicídio como uma maneira de acabar com a dor/sofrimento, incapacidade de lidar com problemas, fuga, dentre outros. Verifica-se a necessidade de novas investigações para um maior conhecimento a respeito da compreensão do suicídio, de modo a possibilitar formas de prevenção.


Palavras-chave


depressão; motivos para viver; suicídio; estudantes

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2236-6407.2017v8n1p22

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