Diferenças conceituais e empíricas entre eficácia adaptativa e coping

Tales Vilela Santeiro, Elisa Medici Pizão Yoshida, Evandro Morais Peixoto, Glaucia Mitsuko Ataka da Rocha, Daniela Sacramento Zanini

Resumo


Nessa pesquisa, medidas da eficácia adaptativa e de coping são comparadas, com o objetivo de se analisar em que medida elas refletem aspectos semelhantes do funcionamento geral das pessoas. A amostra foi composta por 103 estudantes universitários, com idades entre 17 e 44 anos (21,67 ± 4,78; 83,5% mulheres). A Escala Diagnóstica Adaptativa Operacionalizada de Autorrelato (EDAO-AR) e o Coping Response Inventory - Adult Form (CRI-A) foram instrumentos utilizados. Os escores foram analisados por meio testes-t para amostras independentes e correlação de Person. Apenas para a estratégia de coping “Descarga emocional” pontuações significativamente maiores para as mulheres foram observadas (t(97)=0,930, p=0,02, d= 0,2). Apesar de a EDAO-AR e CRI-A guardarem entre si graus de associação e de sobreposição teórica, os resultados indicaram que os construtos eficácia adaptativa e coping focalizam aspectos diferentes das atividades humanas. Limites da pesquisa e perspectivas futuras são discutidos.


Palavras-chave


escalas; avaliação psicológica; enfrentamento; universitários; jovens

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2236-6407.2016v7n1p02

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