A subjetividade do cidadão brasileiro: Tessituras entre psicanálise, história e democracia

Luciara Gervasio Itaqui, Silvio A. Lopes Iensen

Resumo


O artigo pretende problematizar criticamente aspectos referentes à subjetividade no espaço social a partir do jargão “jeitinho brasileiro”. Para tanto, busca-se compreender as relações entre o desamparo constitutivo do sujeito, a função fraterna e a democracia no Brasil, ao elucidar como se configura a subjetividade do cidadão brasileiro e seus desdobramentos no espaço social. A pesquisa realiza uma revisão narrativa de autores clássicos e contemporâneos da Psicanálise, do Direito e da História. Entende-se que em situações atuais de desamparo o sujeito reduz seus semelhantes a simples objetos visando ao próprio gozo, colocando a alteridade entre parênteses, fato que prejudica a efetivação de qualquer projeto democrático. Constata-se como consequência um mal estar generalizado no espaço social brasileiro, pois o sujeito percebe no “jeitinho brasileiro” uma via possível de descarga pulsional.

Palavras-chave


psicanálise; democracia; história

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2236-6407.2014v5n1p64

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