Fidedignidade da estrutura fatorial da Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal (EMRI)

Nilton S. Formiga, Marseilly Carvalho Oliveira Rocha, Amanda de Souza Santos Pinto, Daniela Aparecida dos Reis, Sônia Maria da Silva Costa, Jamila Leime

Resumo


Este estudo tem como objetivo a verificação da consistência interna e estrutura fatorial da escala EMRI avaliadora da empatia em amostra de secundaristas e universitários no estado de Minas Gerais. Os instrumentos que mensuram a empatia podem ser encontrados com facilidade, porém, dos existentes, apenas a escala multidimensional de reatividade interpessoal (EMRI) é a que tem estrutura teórica e de medida de melhor organização, sendo a mais utilizada para avaliar a emaptia. Participaram do estudo 488 sujeitos, do sexo masculino e do sexo feminino, de 14 a 54 anos, distribuídos no nível fundamental e universitários da cidade de Patrocínio-MG. Os sujeitos responderam a Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal e dados sócio-demográficos. A partir de uma analise de equação e modelagem estrutural, observaram-se indicadores psicométricos que garantiram a consistência estrutural da escala, promovendo uma segurança da mensuração teórica do construto da empatia.

Palavras-chave


fidedignidade; modelagem estrutural; empatia; jovens

Texto completo:

PDF

Referências


Anastasi, A. & Urbina, S. (2000). Fidedignidade. Em: Testagem psicológica. (pp. 84-105). Artmed: Porto Alegre.

Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia - ANPEPP. (2000). Contribuições para a discussão das Resoluções CNS nº. 196/96 e CFP Nº 016/2000. Recuperado em 02 de Setembro de 2011, de: https://bit.ly/3i0EoQz.

Bandeira, M., Costa, M. N., Del Prette, Z. A. P., Del Prette, A. & Gerk-Carneiro, E. (2000). Qualidades psicométricas do Inventário de Habilidades Sociais (IHS): Estudo sobre a estabilidade temporal e a validade concomitante. Estudos de Psicologia, 5(2), 401-412.

Batson, C. D., Eklund, J. H., Chermok, V. L., Hoyt, J. L. & Ortiz, B. G. (2007). An additional antecedent of empathic concern: Valuing the welfare of the person in need. Journal of Personality and Social Psychology, 93(1), 65-74.

Batson, D. C., Tricia, R. K., Highberger, L. & Shaw, L. L. (1995). Immorality from empathy-induced altruism: When compassion and justice conflict. Journal of Personality and Social Psychology, 68(6), 1042-1054.

Bilich, F., Silva, R. & Ramos, P. (2006). Análise de flexibilidade em economia da informação: Modelagem de equações estruturais. Revista de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação, 3(2), 93-122.

Byrne, B. M. (1989). A primer of LISREL: Basic applications and programming for confirmatory factor analytic models. New York: Springer-Verlag.

Camino, C. & Camino, L. (1996). Julgamento moral, emoção e empatia. In Z. D. Trindade & C. Camino (Eds.), Cognição social e juízo moral (Coletâneas da ANPEPP), (pp. 109-135). Rio de Janeiro: Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia.

Cliffordson, C. (2001). Parent´s judgments and student’s self-judgments of empathy. European Journal of Psychological Assessment, 17, 36-47.

Conselho Nacional De Saúde – CNS. (1996). Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Recuperado em 02 de Setembro de 2011, de: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/reso_96.htm. 1996.

Cronbach, L. (1990). Como julgar os testes: Fidedignidade e outras qualidades. Em: Fundamentos da testagem psicológica. (pp. 176-197). Artes médicas: Porto Alegre.

Davis, M. H. (1983). Measuring individual differences in empathy: Evidence for a multidimensional approach. Journal of Personality and Social Psychology, 44, 113-126.

Decety, J., Michalska, K. J. & Akitsuki, Y. (2008). Who caused the pain? A functional MRI investigation of empathy and intentionality in children. Neuropsychologia, 46, 2607–2614.

Decety, J. (2005). Perspective taking as the royal avenue to empathy. In: B. F. Malle e S. D. Hodges (Eds.), Other minds: How humans bridge the divide between self and other. (pp. 143–157). New York: Guilford Publications.

Decety, J. & Jackson, P. L. (2004). The functional architecture of human empathy. Behavioral and Cognitive Neuroscience Reviews, 3, 71–100.

DeCorte, K., Buysee, A., Verhofstadt, L., Roeyers, H., Ponnet, K. & Davis, M. (2007). Measuring empathic tendencies: Reliability and validity of the Dutch version of the Interpersonal Reactivity Index. Psichologica Belgica, 47(4), 235-260.

Del Prette, Z. A. P. & Del Prette, A. (2005). Psicologia das habilidades sociais na infância: Teoria e prática. Petrópolis, RJ: Vozes.

Eisenberg, N. & Miller, P. A. (1987). The relation of empathy to prosocial and related behaviors. Psychological Bulletin, 101, 91–119.

Enz, N. & Zoll, N. (2006). Cultural differences in empathy between China, Germany and the UK. Recuperado em 23 de novembro de 2006, de www.nicve.salford.ac.uk/elvis/ resources/empathy.

Escrivã, V. M. (2004). Measuring empathy: The Interpersonal Reactivity Index. Psicothema, 16(2), 255-260.

Falcone, E. M. O., Ferreira, M. C., Luz, R. C. M., Fernandes, C. S., Faria, C. A., D'augustin, J. F., Sardinha, A. & Pinho, V. D. (2008). Inventário de Empatia (I.E.): Desenvolvimento e validação de uma medida brasileira. Avaliação Psicológica, 7(3), 321-334.

Farias, S. A. & Santos, R. C. (2000). Modelagem de equações estruturais e satisfação do consumidor: Uma investigação teórica e prática. Revista de Administração Contemporânea, 4(3), 107-132.

Formiga, N. S.; Camino, C. & Galvão, L. (2009). Empatia, desenvolvimento moral e conduta desviante em adolescentes: Testagem de um modelo teórico. In: VII Congresso Brasileiro de Psicologia do Desenvolvimento. (pp. 541-542). Rio de Janeiro, RJ: CBPD.

Formiga, N. S. (2012). Os estudos sobre empatia: Reflexões sobre um construto psicológico em diversas áreas científicas. Revista Eletrônica psicologia.com.pt - O Portal dos Psicólogos,1, 1-25. Recuperado em 10 de Novembro de 2012, de: https://bit.ly/31eLWs7

Formiga, N. S.; Galvão, L. K. S; Barboza, M. & Camino, C. (2012). Consistência estrutural da escala multidimensional de reatividade interpessoal: Um estudo com jovens civis e militares. Artigo submetido para avaliação.

Formiga, N., Rique, J., Galvão, L., Camino, C. & Mathias, A. (2011). Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal – EMRI: Consistência estrutural da versal reduzida. Revista Psicologia, Trujillo (Perú), 13(2), 188- 198.

Galvao, L., Camino, C., Gouveia, V. V. & Formiga, N. S. (2010). Proposta de uma medida de empatia focada em grupos: Validade fatorial e consistência interna. Psico, 41(3), 399-405.

Gouveia, V. V., Guerra, V. M., Santos, W. S., Rivera, G. A. & Singelis, T. M. (2007). Escala de Contágio Emocional: Adaptação ao contexto brasileiro. Psico, 38(1), 45-54.

Hair, J. F., Tatham, R. L., Anderson, R. E. & Black, W. (2005). Análise multivariada de dados. Porto Alegre: Bookman.

Hoffman, M. L. (2000). Empathy and moral development: Implications for caring and justice. New York: Cambridge University Press.

Hogan, R. (1969). Development of an empathy scale. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 33, 307-316.

Joreskög, K. & Sörbom, D. (1989). LISREL 7 user's reference guide. Mooresville: Scientific Software.

Limpo, T., Alves, R. A. & Catro, S. L. (2010). Medir a empatia: Adaptação portuguesa do índice de reactividade interpessoal. Laboratório de Psicologia, 8(2), 171-184.

Kazmierczak, M., Plopa, M. & Petowski, S. (2007). Empathic sensitiveness scale. Przeglad Psychoogiczny, 50(1), 9-24.

Kerlinger, F. N. (1980). Metodologia da pesquisa em ciências sociais. São Paulo: EPU. Kline, P. (1994). An easy guide to factor analysis. Routledge: New York, NY.

Pasquali, L. (2001). Técnicas de exame psicológico – TEP. Manual de fundamentos das técnicas psicológicas. São Paulo: Casa do psicólogo.

Primi, R., Bueno, J. M. H. & Muniz, M. (2006). Inteligência emocional: Validade convergente e discriminante do MSCEIT com a BPR-5 e o 16PF. Psicologia: Ciencia e Profissão, 26(1), 26-45.

Mehrabian, A. & Epstein, N. (1972). A measure of emotional empathy. Journal of Personality, 40, 525-543.

Muenjohn, N. & Armstrong, A. (2007). Transformational Leadership: The Influence of Culture on the Leadership Behaviours of Expatriate Managers. International Journal of Business and Information, 2(2), 265-283.

Ribeiro, J., Koller, S. H. & Camino, C. (2002). Adaptação e validação de duas escalas de empatia para uso no Brasil. Estudos de Psicologia, 18(3), 43-53.

Richardson, R. J. (1999). Pesquisa social: Métodos e técnicas. São Paulo: Atlas.

Sampaio, L. R., Guimarães, P. R. B., Camino, C. P. S., Formiga, N. S. & Menezes, I. G. (2011). Estudos sobre a dimensionalidade da empatia: Tradução e adaptação do Interpersonal Reactivity Index (IRI). Psico, 42(1), 67-76.

Sampaio, L. R., Monte, F. C., Camino, C. & Roazzi, A. (2008). Justiça distributiva e empatia em adolescentes do nordeste brasileiro. Psicologia: Reflexão e Crítica, 21(2), 275-282.

Siqueira, M. M.; Barbosa, N. C. & Alves, M. T. (1999). Construção e validação fatorial de uma medida de inteligência emocional. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 15(2), 143-152.

Siu, A. M. H., & Shek, D. T. L. (2005). Validation of the Interpersonal Reactivity Index in a Chinese context. Research on Social Work Practice, 15(2), 118- 126.

Tabachnick, B. G. & Fidell, L. S. (1996). Using multivariate statistics. Needham Heights, MA: Allyn & Bacon.

Triandis, H.C. (1995). Individualism and collectivism. Boulder, CO: Westview Press.

Trianis, H. C. e cols. (1993). An etic-emic analysis of individualism and collectivims. Journal of Cross-cultural Psychology, 24(3), 366-383.

Van De Vijver, F. & Leung, K. (1997). Methods and data analysis for crosscultural research. Thousand Oaks, CA: Sage Publications.

Wispé, L. (1990). History of the concept of empathy. In: N. Eisenberg & J. Strayer (org), Empathy and its development. (pp 17-37). New York: Cambridge University Press.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2236-6407.2013v4n1p64

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Estud. Interdiscip. Psicol.
E-mail: revistaeip@uel.br
E-ISSN: 2236-6407
DOI: 10.5433/2236-6407 

 Esta obra está licenciada com uma licença Attribution 4.0 International (CC BY 4.0)