Galinhas verdes ou galos de briga? Neointegralistas, memória militante e o uso da charge como estratégia política

Odilon Caldeira Neto

Resumo


Após a morte de Plínio Salgado, principal liderança do integralismo desde os anos 1930, os atuais militantes (neointegralistas) buscam rearticular o movimento político de inspiração fascista, levando em conta não somente a tradição histórica do movimento, mas também os limites impostos – inclusive endógenos – pelo contexto histórico aos chamados camisas-verdes. Desta maneira, estes militantes almejam retomar o movimento de uma maneira crítica, ao mesmo tempo em que celebram o passado considerado pujante. Objetiva-se, neste trabalho, analisar o papel da mascote de um grupo neointegralista específico – Galo Tupã, símbolo do MIL-B – neste embate entre história e memória, sobretudo no aspecto militante da causa.

Palavras-chave


Neointegralismo; Memória; História

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-9126.2011v5n9p95

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