As imagens que surgem pela força da escrita: o Auto de Suassuna – do medievo à crítica social

João Evangelista do Nascimento Neto

Resumo


No presente trabalho, discute-se a aproximação cultural entre a contemporaneidade e o período medieval defendida por Ariano Suassuna. No Auto da Compadecida, a ética é enfocada pelo autor como meio de moralizar a sociedade taperoense, através da escatologia religiosa. As personagens do Auto, desse modo, representam as divindades que são caracterizadas de acordo com a concepção dos autos medievais e configuram um aspecto central do discurso da obra: Manuel, a Virgem Maria, o Encourado e seu Demônio apresentam características da tríade escolástica da Idade Média, tanto em sua caracterização física quanto psicológica. Assim, traços culturais do sertão nordestino, revelados através da coexistência de um catolicismo tradicional com o imaginário local, são transpostos para a literatura pelas mãos de Ariano Suassuna e analisados aqui pelos olhares críticos de BENSANÇON (1997), CLASTRES (1990), NOGUEIRA (2002) e VASSALO (1993).


Palavras-chave


Medievo; Religião; Literatura

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Referências


BENSANÇON, Alain. A imagem proibida: uma história intelectual da iconoclastia. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.

CLASTRES, Pierre. A sociedade contra o estado. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990.

NOGUEIRA, Carlos Roberto F. O Diabo no imaginário cristão. Bauru, SP: EDUSC, 2002.

O AUTO da Compadecida. Direção de Guel Arraes. Co-produção Globo Filmes. Produtor associado: Daniel Filho. Brasil: Globo Filmes, 2000. 1 bobina cinematográfica (115 min).

SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida: Ed. comemorativa de 50 anos. Rio de Janeiro: Agir, 2004.

VASSALO, Lígia. O sertão medieval: origens européias do teatro de Ariano Suassuna. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1993.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-9126.2010v4n6p103

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