Edições anteriores

2021

v. 16, n. 31 (2021): Manifestações da cultura popular e seus múltiplos diálogos

“O nosso Brasil é exemplo
Da grande diversidade
Tem uma rica cultura
Sinal de brasilidade
Com todas as diferenças
Mostra a sua pluralidade. (Juarês Alencar Pereira).

Para Câmara Cascudo, “A cultura popular é o último índice de resistência e de conservação do nacional ante o universal que lhe é, entretanto, participante e perturbador” (1983). Dentro de uma perspectiva de pluralidade, a cultura é dinâmica e se estabelece de forma política e consciente, cujas práticas de manutenção da memória e de reinvenção das tradições, contribuem para que ela (a cultura popular) permaneça viva, fortalecendo-se cada vez mais. Desse modo, a cultura popular confunde-se com a ideia de conscientização, de ação política, de crenças, valores e posicionamentos que representem o povo, com suas práticas representadas sob os mais diversos modos de expressão e pautadas em estratégias e reinvenções de um povo e sua cultura na construção de suas identidades, na expressão das suas vozes. Nesse sentido, neste número da Revista, convidamos a todos/as que desejem contribuir com discussões acerca das diversas manifestações da cultura popular, através de suas performances, memórias e tradições, em seus diferentes gêneros de expressão (contos, romances, cantigas, cantorias de improviso, cordéis, dentre outros) e suas interfaces com as outras artes (cinema, pintura, dança etc.), evidenciando seu retrato amplo e plural.

Organizadores: João Evangelista do Nascimento Neto e Nerivaldo Alves Araújo


2020

v. 15, n. 30 (2020): A voz como território de (re)existência: poéticas orais, afetos e troca de saberes

Editores: 

Prof. Dr. Alexandre Ranieri

Prof. Dr. Frederico Fernandes

Editora Técnica:

Profª Drª Mauren Pavão Przybylski da Hora Vidal ( IFBAIANO – Santa Inês / LANMO)

Organizadoras:

 

Profa. Dra. Andréa Betânia da Silva (UNEB)

Profa. Dra. Bruna Paiva de Lucena (SEEDF / UnB)

 

As poéticas das vozes em suas múltiplas corporificações – cantorias, repentes aboios, cocos, cordéis, emboladas, rap e o que mais ganha o mundo por performances, oralidades e escritas  – existem e resistem em nossos territórios ao passar largo dos tempos, seja fazendo parte das trilhas dos nossos corpos nas rodas em que nos encontrávamos em prosa (e que esperançamos por voltar a assim viver), seja caminhando mais que veloz pelas redes invisíveis, mas já tão presentes, das telas de celulares, computadores... E o que nasceu no calor do afeto ganhou os salões, as salas, as escolas, as universidades, sendo, a um só tempo, mídia, poesia, discurso, panfleto. Já sabemos que não cabe mais falar em morte do popular como muitos anunciaram, mas em reinvenção contínua e viva de uma tradição que se cria, recria e cria numa lemniscata infinita.

O número 30 da Revista Boitatá propõe tratar de tudo isso, buscando ser espaço para a interlocução de pesquisas, experiências e reflexões em torno das múltiplas manifestações das poéticas das vozes. Buscamos receber artigos que abordem o potencial dessas poéticas e suas diferentes linguagens em diversos meios de produção, bem como inseridos em contextos educativos formais e informais. Acolhendo propostas múltiplas e interdisciplinares, o eixo que unirá os textos será a reverberação dessas vozes poéticas. Esperamos ainda discutir as dimensões epistêmicas e metodológicas relacionadas às poéticas das vozes, difundidas e ensinadas em escolas, universidades e outros espaços educativos, sob perspectivas críticas ao sexismo, racismo, elitismo, eurocentrismo e colonialismo. Serão bem-vindas pesquisas que versem sobre poéticas populares, epistemologias orais, indígenas, experiências de valorização da memória e história oral no âmbito da história pública, bem como abordagens feministas interseccionais e decoloniais.

Palavras-chave: Poéticas orais. (Re)existência. Troca de saberes.

 

Tradução para língua estrangeira

Las poéticas de las voces, en sus múltiples materializaciones (cánticos, cantos vaqueros del noreste, cocos, literatura de cordel, emboladas y rap, son las que más conquistan al mundo con sus performances, oralidades y escrituras), han existido y resistido en nuestros territorios a lo largo del tiempo. Eso fue posible no solo por los senderos de nuestros cuerpos en los círculos donde nos encontrábamos en prosa (lo que anhelamos volver a experimentar), sino también por su difusión de forma muy veloz en las redes invisibles (pero tan presentes) de las pantallas de celulares, computadoras, etc. De ese modo, lo que nació en el calor del afecto conquistaron los salones, las salas, las escuelas, las universidades, siendo, al mismo tiempo poesía, discurso, publicidad y los medios. Sabemos que ya no es más adecuado hablar de la muerte de lo popular como lo han anunciado muchas veces, sino de la reinvención continua y viva de una tradición que se crea, recrea y crea en una lemniscata infinita.

El número 30 de la Revista Boitatá  se propone hablar de todo eso buscando ser un espacio para la interlocución de investigaciones, experiencias y reflexiones en torno de las múltiples manifestaciones de las poéticas de las voces. Buscamos recibir artículos que abordan el potencial de esas poéticas y sus diferentes lenguajes en diversos medios de producción, así como inseridos en contextos educativos formales e informales. Acogiendo propuestas múltiples e interdisciplinares, el eje que unirá los textos será la reverberación de esas voces poéticas. Esperamos aún discutir las dimensiones epistémicas y metodológicas relacionadas con las poéticas de las voces, difundidas y enseñadas en escuelas, universidades y otros espacios educativos bajo perspectivas críticas acerca del sexismo, racismo, elitismo, eurocentrismo y colonialismo. Serán bienvenidas las investigaciones que versen sobre poéticas populares, epistemologías orales, indígenas, experiencias de valoración de la memória e historia oral en el ámbito de la historia pública, bien como abordajes feministas interseccionales y decoloniales.

Palabras clave: Poéticas orales. (Re)existencia. Intercambio de saberes.



2018

Capa da revista

v. 13, n. 26 (2018): A oralidade e seus métodos de pesquisa

A oralidade e seus métodos de pesquisa

Imagem: Frederico Fernandes








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