Porto Alegre, Salvador, Recife: destinos e errâncias de uma pesquisadora em artes cênicas

Ana Paula Zanandréa

Resumo


Não estou cravada num lugar. Por isso, escrevo este ensaio para a Revista Boitatá enquanto viajo entre Abril e Maio de 2018. Uma jornada por diferentes cidades sem um destino final certo, apesar das passagens de avião e ônibus designarem um local de chegada específico. Conto com Jacques Derrida e o seu pensamento filosófico acerca da destinerrância e da adestinação como companheiros de aventuras. Com eles realizo esta viagem cruzando o país geograficamente e a minha vida temporalmente, alinhavando passado e presente em idas e vindas por trilhas que me constituem enquanto mulher, nômade, artista, pesquisadora... Deste emaranhado de histórias e experiências que agora divido com você, leitor, em forma de diário de viagem, emergem algumas reflexões despretensiosas sobre o trânsito entre pesquisa, viagens e prática artística, sobretudo ao que concerne a direção teatral. Assim, destinerrando por entre saberes e fazeres, abordo esta atopia que marca indelevelmente meu fazer na academia.


Palavras-chave


Teatro. Destinerrância. Direção de atores. Pesquisa em artes cênicas. Nomadismo.

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Referências


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