Conversa escrita: "proximidade" na correspondência entre Mário de Andrade e o Grupo Verde de Cataguases

Ana Lúcia Richa

Resumo


A leitura do conjunto de cartas trocadas entre o escritor Mário de Andrade (1893-1945) e seis integrantes do Grupo Verde de Cataguases (1927-1929) mostra uma ambiência de amizade próxima. Este artigo pretende investigar em que medida a apropriação na escrita epistolar de elementos da expressão oral e a simulação do diálogo presencial contribuíram na fabricação de uma “proximidade” e deram a esta correspondência uma atmosfera de conversa presencial e amistosa.


Palavras-chave


Epistolografia; Mário de Andrade; Grupo Verde de Cataguases; Escrita epistolar; Expressão oral

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Referências


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