Oralidade e escrita: representação e conflito em Trapo de Cristovão Tezza

José Eugênio das Neves

Resumo


A oralidade e a escrita são constantemente colocadas em campos opostos. Os estudos de Bakhtin acerca do romance, no entanto, mostram que pode haver uma aproximação entre essas categorias. Para o estudioso russo, o romance representa em suas páginas uma imagem da oralidade. É justamente essa representação que pretendemos analisar no romance Trapo, de Cristovão Tezza, além de examinar como o conflito oralidade x escrita interfere na trajetória das personagens principais. Para essa empreitada, vamos nos valer, principalmente, dos estudos de Mikhail Bakhtin e também da preciosa análise deles empreendida por Irene A. Machado na obra O romance e a voz: a prosaica dialógica de M. Bakhtin.


Palavras-chave


Romance; Oralidade; Conflito

Texto completo:

PDF

Referências


BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento. Trad. Yara Frateschi. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 1996.

BAKHTIN, Mikhail. Problemas da poética de Dostoiévski. Trad. Paulo Bezerra. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1997.

MACHADO, Irene A. O romance e a voz: a prosaica dialógica de M. Bakhtin. São Paulo: Fapesp, 1995.

MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários. 12. ed. rev. e ampl. São Paulo: Cultrix, 2004.

TEZZA, Cristovão. Trapo. 5. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Boitatá
E-ISSN: 1980-4504
Universidade Estadual de Londrina
E-mail: boitata@uel.br
Telefone: (43) 33714428