O poder metafísico da voz e sua sedução em contos de Sérgio Sant’Anna

Anderson Possani Gongora

Resumo


Neste artigo, por meio da análise de dois contos do escritor brasileiro contemporâneo Sérgio Sant’Anna, A voz e O Gorila, o mistério da ficção será explorado tendo como foco a potencialidade material e também metafísica da voz. Nos textos, esta se confunde com a escrita numa ânsia de compreender os muitos mistérios que estão além da vida e da morte. A voz é um recurso de oralidade indispensável para a humanidade em seus diferentes contextos e possui um elevado índice de subjetividade, sendo considerada uma das tecnologias mais importantes na construção de sentido.


Palavras-chave


Sérgio Sant’Anna; Ficção; Escrita; Oralidade

Texto completo:

PDF

Referências


MACHADO, Irene. O Romance e a Voz: a prosaica dialógica de Mikhail Bakhtin. São Paulo/Rio de Janeiro: Fapesp/Imago, 1995.

ONG, W. Oralidade e cultura escrita. Trad. Enid Abreu Dobránzky. Campinas: Papitus, 1998.

SANT’ANNA, Sérgio. O Vôo da Madrugada. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

ZUMTHOR, Paul. A letra e a voz: a literatura medieval. Trad. Jerusa Pires Ferreira e Amalio Pinheiro. São Paulo: Cia das Letras, 1993.

ZUMTHOR, Paul. Escritura e nomadismo. Trad. Jerusa P. Ferreira e Sônia Queiroz. São Paulo: Ateliê, 200


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Boitatá
E-ISSN: 1980-4504
Universidade Estadual de Londrina
E-mail: boitata@uel.br
Telefone: (43) 33714428