O cirurgião, o físico e as quebraduras: tratamento e cura de fraturas ósseas em dois manuais de medicina do século XVIII

Christian Fausto, Monique Palma, Rafael Dias da Silva Campos

Resumo


Os tratados médicos e cirúrgicos, do período setecentista, permitem discutir quais as concepções de cura para as enfermidades vigentes daquela época. Perante isso, será por meio do “Erário Mineral” (1735), de Luís Gomes Ferreira e do “Thesouro Apollineo, Galenico, Chimico, Chirurgico, Pharmaceutico” (1714), de Jean Vigier, que discutiremos os procedimentos realizados e apontados conforme a hierarquia médica do período, bem como as técnicas e terapêuticas utilizadas quando os oficiais da saúde precisavam lidar com fraturas ósseas. Buscaremos salientar as condições e recursos que, no século XVIII, eram viabilizados e recomendados para a regeneração e os cuidados envolvendo um dos mais importantes constituintes da anatomia humana, os ossos. Como referencial teórico-metodológico, adotaremos uma perspectiva interdisciplinar baseada na História das Ciências e Ciências da Saúde. Para tanto, utilizaremos as perspectivas presentes nas obras de Flavio Coelho Edler e Vera Regina Beltrão Marques. Os resultados da pesquisa demonstram que os oficiais da saúde, do século XVIII, dispunham de diversas técnicas e aparatos que, não raras vezes, possibilitavam a sobrevivência de indivíduos com membros fraturados.

Palavras-chave


América portuguesa. História da Medicina. Luís Gomes Ferreira. Jean Vigier. Fraturas e Deslocações.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2013v6n12p239



Antíteses
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ISSN: 1984-3356

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