Conceito substantivo escravidão africana no Brasil: uso e apropriações das narrativas do manual didático pelos alunos e professora

Rosi Terezinha Ferrarini Gevaerd

Resumo


Tomando como referência autores que têm discutido a questão dos manuais didáticos de história, especialmente, Jörn Rüsen (1997; 2010; 2012), busco nesse trabalho apresentar alguns dos resultados da pesquisa que está sendo desenvolvida no Pós-Doutorado, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná, mais especificamente, no Núcleo de Pesquisas em Publicações Didáticas, sob a supervisão da Profa. Dra. Tânia Maria Braga Garcia, mais especificamente, em relação ao uso e apropriações que alunos e professora fazem das narrativas históricas presentes no manual didático, relativamente ao conceito substantivo escravidão africana no Brasil. O público alvo em questão envolveu alunos (11 a 13 anos de idade) de uma turma de 7º ano do ensino fundamental de uma escola da Rede Municipal de Ensino de Curitiba. Algumas considerações podem ser apontadas, entre elas a de que o manual didático de história tem sido usado pela professora constituindo-se no “texto visível do código disciplinar da história escolar” (CUESTA FERNANDES, 1997; 1998), uma das formas para se ensinar e aprender História. Em relação às apropriações das narrativas do manual didático pelos alunos, pode-se dizer que isso ficou expresso em suas narrativas, na medida em que incorporaram ideias presentes no manual após a intervenção didática.

Palavras-chave


Ensino de História; Educação Histórica; Manuais didáticos; Narrativas históricas; Conceito substantivo

Texto completo:

PDF

Referências


BAQUAQUA, Mahommah. Biografia de Mahommah G. Baquaqua. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 8, n. 16. p. 270-272, mar. 1988.

BARCA, Isabel. A construção de narrativas históricas: perspectivas de consciência histórica dos jovens portugueses. In: Anais do Encontro Nacional dos Pesquisadores do Ensino de História: Novos Problemas e Novas Abordagens, Belo Horizonte. Belo Horizonte: UFMG, 2006.

BERTONI, Mauro; MALERBA, Jurandir. Nossa gente brasileira: textos e atividades para o ensino fundamental. Campinas: Papirus, 2001.

BITTENCOURT, Circe. Livros didáticos entre textos e imagens. In: BITTENCOURT, Circe (org.). O saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2001.

BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto, 1994.

CHESNEAUX. Jean. Devemos fazer tábula rasa do passado? São Paulo: Ática: 1995.

CUESTA FERNANDEZ, Raimundo. Clío en las aulas: la enseñanza de la historia en España entre reformas, ilusiones y rutinas. Madrid: Akal, 1998.

CUESTA FERNANDEZ, Raimundo. Sociogénesis de una disciplina escolar: la historia. Barcelona: Pomares-Corredor, 1997.

FORQUIN, Jean-Claude. Escola e cultura. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1993.

FURET, François. A oficina da história. Lisboa: Gradiva, 1986.

GEVAERD, Rosi Terezinha Ferrarini. A narrativa histórica como uma maneira de ensinar e aprender história: o caso da história do Paraná. 2009. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2009.

LEE, Peter. Nós fabricamos carros e eles tinham que andar a pé: compreensão das pessoas do passado. In: BARCA, Isabel. (org.). Educação histórica e museus. Braga: Lusografe, 2003. p. 19-36.

LEE, Peter. Progressão da compreensão dos alunos em história. In: BARCA, Isabel. Perspectivas em educação histórica. Braga: CEEP, 2001. p. 13-27.

LEE, Peter. Putting principles into practice: understanding history. In: BRANSFORD, John; DONOVAN, Suzane. (ed.). How students learn: history in the classroom. Washington: National Academy Press, 2005. p. 29-78.

PELLEGRINI, Marco César; DIAS, Adriana Machado; GRINBERG, Keila. Vontade de saber história. São Paulo: FTD, 2009. (Coleção vontade de saber).

RÜSEN, Jörn. ¿Qué es la cultura histórica?: Reflexiones sobre una nueva manera de abordar la historia. In: FÜSSMANN, K. GRÜTTER, H.T., RÜSEN, J. (ed.): Historische Faszination. Geschichtskultur heute. Keulen, Weimar and Wenen: Böhlau, 1994. p.3-26.

RÜSEN, Jörn. Aprendizagem histórica: fundamentos e paradigmas. Curitiba: W. A., 2012.

RÜSEN, Jörn. El libro de texto ideal: reflexiones entorno a los medios para guiar las clases de historia. Revista nuevas fronteras de la historia, Barcelona, ano 4, n. 12, p. 79-83, abr. 1997.

RÜSEN, Jörn. O livro didático ideal. In: SCHMIDT, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos; BARCA, Isabel; MARTINS, Estevão de Rezende (org.). Jörn Rüsen e o ensino de história. Curitiba: Ed. UFPR, 2010. p. 51-78.

RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história: fundamentos da ciência histórica. Brasília: UnB, 2001.

SCHMIDT, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos. Hipóteses ontogenéticas relativas à consciência moral: possibilidades em consciência histórica de jovens brasileiros. Educar em revista, Curitiba, n. 42, dez. 2011.

SCHMIDT, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos. Jovens brasileiros e europeus: identidade, cultura e ensino de história (1998-2000). Perspectiva, Florianópolis, v. 20, p. 183-208, jul./dez. 2002.

SCHMIDT, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos. Perspectivas da consciência histórica e da aprendizagem em narrativas de jovens brasileiros. In: ENCONTRO NACIONAL DOS PESQUISADORES DO ENSINO DE HISTÓRIA: NOVOS PROBLEMAS E NOVAS ABORDAGENS, 2006, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: UFMG, 2006.

SCHMIDT, Maria Auxiliadora Moreira dos Santos; GARCIA, Tânia Maria Braga. Consciência histórica e crítica em aulas de história. Fortaleza: Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, 2006.

WILLIAMS, Raymond. La larga revolución. Buenos Aires: Nueva Visión, 2003.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1984-3356.2012v5n10p589

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

Antíteses
Londrina/PR - Brasil
ISSN: 1984-3356

antiteses@uel.br

PPG-HSCNPQRevista da ABPN foi a indexada a ERIHPLUS-European REference Index for the  Humanites and Social...Indexadores
Directory of Open Access Journals – DOAJDORA