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Ensinando e Administrando


O professor da educação José Aloyseo Bzuneck alternou sua presença na sala de aula com cargos administrativos na Universidade



José Aloyseo Bzuneck , paranaense de Lapa, estava em Curitiba após formar-se em Filosofia na PUC de Porto Alegre. De lá resolveu vir ao interior do Paraná para fazer o concurso de uma universidade que, enquanto universidade, ainda só existia no papel.

O concurso foi em 1971 e, desde então, José Aloyseo Bzuneck passou a ser professor da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina. A disciplina ministrada pelo professor era de Psicologia Educacional.

Com a constituição da Universidade Estadual de Londrina, as antigas Faculdades tornaram-se seus Centros de ensino. Com o nascimento do curso de Psicologia, Bzuneck assumiu a chefia do departamento, ainda com poucos professores. Mais tarde os professores de Psicologia ligados à educação preferiram mudar-se para o Departamento de Educação.

           

Em 1973, ele começou a fazer Mestrado em Psicologia na USP. “Naquele tempo quem ia fazer um curso destes não tinha nem bolsa e nem licença. Eu continuava dando as aulas normalmente”, lembra. O doutorado, que veio em seguida na mesma instituição, o professor terminou em 1979.

Como professor, Bzuneck lecionou em diferentes cursos de licenciatura da UEL. Mas sua trajetória de 35 anos de “ativa” na Universidade estão marcados também pela passagem em alguns postos administrativos.

Depois de ter sido chefe do Departamento de Psicologia no começo, Bzuneck voltou a ser “só professor”, diz ele. A interrupção no trabalho só de professor se deu quando ele foi convidado para ser coordenador da CAE por um ano e meio para completar a gestão.

“Foi aí que começou”, lembra Bzuneck . Depois, ele foi diretor do Centro de Educação Comunicação e Artes, chefe de departamento novamente, e vice-reitor na gestão de Marco Antônio Fiori (1982-1986).

Apesar de não ter passado uma gestão inteira na CAE, o professor se lembra de muitas coisas acontecidas lá dentro do órgão que tinha “um pessoal muito competente e bom de se trabalhar”, diz.     


A época era ainda a de matrícula por créditos e a UEL só tinha um mini-computador. O professor acredita que a Universidade não tinha estrutura para trabalhar com aquele sistema e que ele ficava mal feito.

Bzuneck fala da confusão que havia quando ainda era possível passar para o curso de Medicina, mediante transferência interna, bastando para isso ter cursado algumas disciplinas da área. “Era uma luta de foice para fazer matrícula nas disciplinas da Medicina, tanto que uma vez os alunos derrubaram o balcão onde ficavam os funcionários da CAE”, lembra o professor.

Ele ressalta que a UEL sempre foi muito rigorosa no processo seletivo do vestibular. E que, quando ainda estava na CAE, um fazendeiro e seu advogado vieram tentar uma vaga para o filho por meio de uma lei conhecida como “Lei do Boi”, que reservava vagas em cursos de Agronomia e Veterinária para filhos de produtores rurais. Mas como esta lei só valia para instituições federais,  Bzuneck teve que falar desta diferença ao advogado, que veio crente do direito de seu cliente.

Falando em pedidos, na época da vice-reitoria, como o professor esteve algumas vezes como reitor, ele chegou a receber uma miss Paraná no gabinete. No meio da conversa, lembra, percebeu que ela estava lá para pedir uma vaga no Cesulon.

Depois da CAE, Bzuneck também foi diretor do CECA (Centro de Educação, Comunicação e Artes). Ele conta que, na verdade, nunca buscou nenhum cargo administrativo, e na eleição para a diretoria do CECA estava de licença. “Não movi uma palha, estava em casa e vieram me contar que eu havia ganhado”, recorda.

Onze anos depois de chegar ao interior do Paraná, o professor Bzuneck assumiu a vice-reitoria de Marco Antônio Fiori. Durante os quatro anos da administração, parou de lecionar e ficou com todos os bens penhorados para o caso de alguma irregularidade nas contas da UEL.


Prof. José Aloyseo, coordenador da CAE, atual PROGRAD, de 1977 a 1979 - Arquivo Pró-Reitoria de Graduação

“Como administradores, assinamos um termo penhorando todos os bens, se o Tribunal de Contas pegasse alguma irregularidade, seríamos solidários e responderíamos com os próprios bens”, explica.
           
Nessa gestão, Bzuneck assumiu a reitoria por até 40 dias consecutivos. “Havia greves, exigências, tinha que administrar, mas passou”, diz.

Sobre toda a sua vida pública e de sala de aula, o professor ressalta que nada disso é feito com pretensão de enriquecer. Em todos os cargos, teve que lidar com conflitos, intrigas, oposição e, o mais difícil, com outras pessoas. “É preciso fôlego”, diz. Ele acredita não ter mais a disposição que tinha antes.

Mesmo assim, desde a aposentadoria em 2005, Bzuneck assumiu como professor sênior, que não tem contrato, horário, nem salário, mas orienta, pesquisa, tem uma carga horária, mesmo que pequena, e publica.

Bzuneck assumiu compromissos com o Mestrado em Educação. Para ele vale o esforço por ser uma ocupação da qual gosta. “Para mim é interessante ter esta vida acadêmica”, diz. No ano de 2008, ele já escreveu um livro e um capítulo de livro, que serão publicados em 2009, além de artigos.

Com esta ligação não contratual, o professor consegue trabalhar em casa, lugar em que recebe seus orientandos, os alunos da UEL.

No dia 3 de novembro de 2008, José Aloyseo Bzuneck foi um dos professores homenageados da Pró-Reitoria de Graduação na cerimônia em homenagem aos cursos que tiveram maior reconhecimento neste ano.




Poliana Lisboa de Almeida


 

Ficha Técnica

Categoria: Docente

Nome Completo: José Aloyseo Bzuneck


 

 

 
 
       
 
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