A Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina, a primeira a funcionar em Londrina, foi uma conquista da cidade. Figuras públicas e imprensa da época se dedicaram para transformá-la em realidade trazendo o ensino superior ao norte do Paraná.
Uma das pessoas que de dedicaram para criar uma Faculdade na cidade foi o professor Zaqueu de Melo, fundador do Colégio Londrinense, embora sua primeira intenção fosse criar uma faculdade particular anexa ao colégio do qual já era dono. Em 1954, Zaqueu de Melo ganhou a eleição para deputado estadual e, dois anos depois, foi o seu projeto de lei que deu origem à Faculdade de Filosofia.
A Lei número 2.568-a, de 25 de janeiro de 1956, assinada pelo governador Adolpho de Oliveira Franco, criou a Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina, Fafilo, embora a autorização para o funcionamento só viesse com o decreto número 43.143 de três de fevereiro de 1958. Os cursos abertos em 56 foram: história, geografia, letras anglo-germânicas e letras neolatinas. A opção por estes cursos teve em vista suprir a falta de professores formados no ensino médio.
A Fafilo se instalou no prédio do Grupo Escolar Hugo Simas e nos cargos administrativos; teve como primeiro diretor o professor Lauro Gomes da Veiga Pessoa e como secretário o professor Mário Tacahashi.
Muitos professores, funcionários e alunos da antiga Faculdade de Filosofia se tornaram professores de diferentes departamentos e funcionários da Universidade Estadual de Londrina. A todos estes pioneiros, só temos a agradecer e tentar dar continuidade ao trabalho deles, porque na UEL hoje ainda há um pouco da Faculdade de Filosofia.
Com a colaboração do Museu Histórico Padre Carlos Weiss que cedeu ao Portal do Aposentado as fotos a seguir, confira a exposição virtual da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina.
Fonte: SILVA, Joaquim Carvalho da. “Peroba–Rosa :Memórias Uel 25 Anos” . Ed. da UEL, 1996. |