Levantamento já ouviu 300 moradores de rua
Cerca de 300 pessoas em situação de rua foram entrevistadas na última semana por integrantes da iniciativa "Pesquisa POP Rua", que é realizada pelo Ministério Público de Londrina, em parceria com a Defensoria Pública, UEL e Unopar. Os objetivos são fazer levantamento e contabilizar o número de moradores de rua da cidade, com foco na ampliação das políticas públicas direcionadas para estes indivíduos. A pesquisa segue nos próximos dias em outros locais da cidade.
O professor Fabio Lanza, professor do Departamento de Ciências Sociais, do Centro de Letras e Ciências Humanas (CCH), também coordenador do Projeto Práxis Itinerante, explica que o levantamento foi realizado em diversos pontos da cidade, como praças, abrigos, unidades de acolhimento, Unidades de Pronto Atendimento (UPA), unidades terapêuticas, entre outros. Segundo ele, o questionário é aplicado por voluntários extensionistas e demais pesquisadores da UEL, professores e alunos.
De acordo com a socióloga do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), da Prefeitura de Londrina, em 2007 foi realiza a Pesquisa Nacional sobre a População em situação de rua "Rua: Aprendendo a Contar". Nessa pesquisa, segundo ela, foram registradas 296 pessoas em situação de rua.
Atualmente, segundo a socióloga, são oferecidas 20 refeições e 30 banhos por dia em dois Centros de Referência da cidade. Como mostram dados atuais, ela afirma que os locais são insuficientes para atender toda a população de rua. "Tem o serviço, mas não para tanta gente", afirma.
Questinário - O questionário é composto por questões étnicas, também aborda o uso de substâncias psicoativas, violência nas ruas, entre outras relacionadas ao momento que o indivíduo vive na rua. De acordo com Marco Antonio da Rocha, assistente social do Ministério Público, muitos moradores de rua não aceitam participar da pesquisa, por isso os dados da pesquisa não serão exatos, porém vai apresentar dados qualitativos confiáveis.
Ele conta que os relatos já coletados impactam pela história de vida dos moradores de rua. São casos que chamam atenção, desde as condições de higiene que apresentam e a dependência química que afeta a maioria.
Encontro entre representantes do Ministério Público de Londrina, Defensoria Pública, UEL e Unopar definiu ações do projeto
Reunião - A coordenação da pesquisa se reuniu ontem, segunda-feira (1º), no Departamento de Ciências Sociais, do CCH, para definir detalhes do projeto e das próximas abordagens. Além do professor Fábio Lanza, a equipe é formada também pelo professor Rozinaldo Antonio Miani, do Departamento de Comunicação, do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), pela assistente social do Ministério Público, Adriana Azevedo, pelo professor da Unopar e psicólogo da Defensoria Pública em Londrina, Clodoaldo Porto Filho, e a assistente social da Defensoria Pública, Nara Damião dos Santos Lucena.