As Teorias de Aprendizagem e os Recursos da Internet Auxiliando o

Professor na Construção do Conhecimento

 

Ana Maria Mielniczuk de Moura - Faculdade de Bibliotecomomia - FABICO - UFRGS -  vmanfroi@orion.ufrgs.br

Ana Maria Ponzio de Azevedo - Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre-FFFCMPA-anzevedo@fffcmpa.tche.br 

Querte Mehlecke  - Faculdade de Educação de Taquara/RS -  querte@faccat.tche.br  

 

ÍNDICE 

Resumo e Palavras chave

Introdução

Teorias da Aprendizagem

Empirismo

Apriorismo

Construtivismo

A Cooperação, Colaboração e Interação nos Processos de Ensino e Aprendizagem

A Internet e a Busca do Conhecimento

Considerações Finais

Bibliografia

 

RESUMO

O objetivo do presente artigo é abordar as diversas teorias da aprendizagem (empirismo, o apriorismo e construtivismo) e os recursos da Internet para auxílio do professor no processo de construção do conhecimento. Será analisada a importância do trabalho cooperativo no processo ensino-aprendizagem, especialmente em ambientes de educação a distância, onde a interação e a ação são fundamentais para que se concretize o conhecimento.

 

Palavras-Chave: Teorias da Aprendizagem, Empirismo, Apriorismo, Construtivismo, Internet, Cooperação, Interação, Fontes de informação

 

  1. INTRODUÇÃO

Promover a aprendizagem no aluno é o objetivo principal do professor. Para atingir este objetivo não basta ao professor dar uma boa aula, trabalhar bem os conteúdos, ele deve ter bem claro as concepções teóricas que fundamentam a sua prática.

 

Segundo Grigoli (1990), o professor, via de regra, vai intuitivamente e empiricamente construindo a sua própria didática calcada nos modelos que conheceu como aluno e no bom senso que ajuda a filtrar os procedimentos que "funcionam". Desse processo resulta, com o passar do tempo, um "jeito" de organizar e conduzir o ensino que, geralmente não chega a ser tomado com reflexão nem pelo professor individualmente e, menos ainda, pelo conjunto de professores que lecionam um dado curso.

 

Paralelamente ao avanço tecnológico o conhecimento humano vem crescendo exponencialmente. Exige-se do professor uma postura diferente da tradicional visando possibilitar que o aluno "aprenda a aprender" e consiga ter acesso a toda informação disponível em fontes de pesquisa as mais variadas, inclusive pela internet. Torna-se necessário que o aluno e professor conheçam os recursos existentes e saibam lidar com eles, de maneira que possam agir, interagir e como conseqüência construir o conhecimento. De acordo com Paulo Freire (1985) que diz que o núcleo fundamental que sustenta o processo de educação é a inclusão do homem que se educa, porque tem consciência que é um ser inacabado que se encontra numa busca constante de ser mais.

 

Aprendizagem é o processo pelo qual o ser humano se apropria do conhecimento produzido pela sociedade. Em qualquer ambiente, a aprendizagem é um processo ativo que conduz a transformações no homem.

 

O meu objetivo deste texto é discutir a construção do conhecimento à luz das diversas teorias sobre a aprendizagem, tentando fazer um contraponto entre elas, e abordar os recursos disponíveis na Internet que podem auxiliar o professor no processo de ensino-aprendizagem.

 

2. TEORIAS DA APRENDIZAGEM

A história do pensamento humano remonta à antiguidade. Parmênides de Eléia, no início do século V a. C., afirmava que o que é verdadeiro é imutável, caso contrário é mera "doxa" (opinião). Nesse período, Sócrates se destaca entre os atenienses pelas contribuições legadas à filosofia e à ciência de seu tempo, embora não tenha deixado nenhuma obra escrita, pois seu ensino era pela conversação e acreditando em uma missão anterior, tornou-se educador público e gratuito, mostrando que "opiniões não são verdades, pois não resistem ao diálogo crítico". (Chassot, 1997). Platão enriqueceu a obra de Sócrates, segundo ele o mundo conhecido por nós não é a verdade, o móvel é mera representação do verdadeiro e se encontra num mundo à parte, o "Mundo das Idéias". Aristóteles, discípulo de Platão, que defende a concepção de que "a essência de cada coisa está na própria coisa", foi um dos primeiros a fazer pesquisas científicas. 

 

Na Idade Moderna, René Descartes colocou em dúvida o pensamento de Aristóteles, questionou até que ponto conhecíamos a verdade. Para ele, os homens se baseavam em opiniões, mas estavam longe de ter certezas. A partir desta época surge o movimento filosófico chamado Empirismo: "só é verdadeiro aquilo que é demonstrável" (Franco, 1986).

 

A preocupação com a natureza do conhecimento humano aparece na obra de Emmanuel Kant (1781) que surge como uma teoria do conhecimento. Para ele o conhecimento humano é relativo ao próprio homem. "Não conhecemos as coisas em si, mas a imagem que produzimos das mesmas" . 

 

A partir do século XIX e início do século XX, ainda com a permanência das teorias empiristas e aprioristas surgem novas correntes, como a do Positivismo de Augusto Comte, o qual afirma que só se pode ter como verdadeiro aquilo que apreendemos pelos nossos sentidos e que pode ser mensurado. E o construtivismo de Piaget surge como o contra-ponto entre as teorias existentes.

 

Procurarei tratar o assunto do ponto de vista de sua epistemologia, tendo como referência as idéias de Piaget contrapondo as duas grandes correntes: empirismo e apriorismo.

 

2.1. EMPIRISMO

Na epistemologia empirista, a única fonte de conhecimento humano é a experiência adquirida em função do meio físico mediada pelos sentidos. O sujeito encontra-se, por sua própria natureza, vazio, como uma "tábua rasa", uma folha de papel em branco. "Não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos" diz Popper (apud Becker, 1994).

 

O desenvolvimento do empirismo ocorreu na Inglaterra, principalmente nos séculos XVII e XVIII, com John Locke (1632-1704). Para Locke, o homem não pode atingir a verdade definitiva, pois tem nos fatos, e não nele, a fonte principal para tal explicação. Refuta a idéia das teorias inatas e com isso destaca a importância da educação e da instrução na formação do homem.

 

Piaget faz objeção à teoria empirista que "tende a considerar a experiência como algo que se impõe por si mesmo, como se fosse impressa diretamente no organismo sem que uma atividade do sujeito fosse necessária à sua constituição." (Becker, 1998, p.12 ) Mas Piaget concorda com o empirismo no fato de afirmar que o conhecimento vem da experiência. "Sem o contato com o mundo externo não há como produzir conhecimento".

 

A teoria do associacionismo surge a partir do aparecimento, no sujeito, de estruturas de conhecimento impostas pelo mundo do objeto ou meio físico e social. 

 

A teoria do condicionamento reflexo surge com Pavlov (1849-1939), fisiólogo russo, que desenvolveu experiências com cachorros investigando os comportamentos reflexos originados por estímulos. Ele analisou o processo de salivação produzido por um estímulo, inicialmente neutro. A salivação, resposta condicionada, era provocada no animal após o toque de uma campainha à qual seguia-se imediatamente uma porção de carne. Depois de algum tempo em que o estímulo (pedaço de carne) foi retirado, a campainha torna-se capaz de eliciar a resposta de salivação.

 

J. B. Watson (1878-1958) realizou estudos sobre a influência do meio no comportamento animal e humano, a partir de um programa de estímulo e resposta. Todo estímulo eficaz provoca sempre uma resposta imediata, de alguma espécie. Utilizando o termo behavorismo (comportamentalismo), J. B. Watson definia a psicologia como sendo "a ciência que estuda o comportamento observável, mensurável e possível".

 

B. F. Skinner (1904-1984), psicólogo americano, utilizou o modelo experimental de Watson para o estudo do comportamento humano, sendo sua teoria conhecida como "Condicionamento Operante" . Para os behavoristas, o homem é uma caixa preta, na qual não se enxerga o que ocorre dentro, somente o que nela entra e dela sai. Desta forma, um estímulo gera uma resposta e isto basta. O estímulo pode ser chamado de reforço, que nada mais é do que a recompensa. Este reforço pode ser positivo, no caso em que o estímulo apresentado após a resposta aumenta a probabilidade de ocorrência da mesma. O reforço é dito negativo quando a resposta reforçada é aquela que elimina um estímulo aversivo. Tanto um reforço como o outro aumentam a probabilidade de resposta. A extinção do estímulo elimina uma resposta pela supressão do reforço e uma punição visa à eliminação de uma resposta pela apresentação de um estímulo aversivo.

 

A aprendizagem para o behavorismo é entendida como uma modificação do comportamento provocada pelo agente que ensina, pela utilização adequada dos estímulos   reforçadores, sobre o sujeito que aprende.

 

A pedagogia para os empiristas é diretiva. O aluno aprende, se e somente se, o professor ensina. O professor acredita no mito da transferência do conhecimento. O professor possui o saber e detém o poder estabelecido por hierarquia: "O professor ainda é um ser superior que ensina a ignorantes. O educando recebe passivamente os conhecimentos, tornando-se um  depósito do educador" ( Freire, 1985, p. 38).

 

2.2. APRIORISMO

A epistemologia apriorista opõe-se ao empirismo por considerar que o indivíduo, ao nascer, traz consigo, já determinadas, as condições do conhecimento e da aprendizagem que se manifestarão ou imediatamente (inatismo) ou progressivamente pelo processo geral de maturação. Toda a atividade de conhecimento é exclusiva do sujeito, o meio não participa dela.

 

Dentro do apriorismo surge a teoria da forma ou da Gestalt: o conhecimento se produz porque existe no ser humano uma capacidade interna inata que predispõe o sujeito ao conhecimento; há uma super valorização da percepção como função básica para o conhecimento da realidade. Chega a confundir percepção com cognição (Hilgard,1973). A teoria da Gestalt, conhecida como a da aprendizagem por "insight", veio questionar o associacionismo americano, principalmente com as obras de Koffka (1924) e K‚hler (1925).

 

Os teóricos da Gestalt falam em traços de memória, que são efeitos que as experiências deixam no sistema nervoso. Estes traços de memória formam totalidades isoladas chamadas de gestalts. Aprender não é uma questão de adicionar traços novos e subtrair os antigos, mas uma questão de transformar uma gestalt em outra. A gestalt concebe os processos psicológicos como função do campo presente e nega o papel explicativo às experiências passadas nas situações que seguem umas as outras.

 

Piaget concorda com a teoria de Gestalt em relação a totalidade, o conceito de esquema de Piaget que pode ser comparado a uma "forma" ou gestalt; mas, como gênese são opostos, pois o esquema de Piaget é construído e a estrutura da gestalt é dada. Gestalt é um esquema que não tem história porque não leva em conta a experiência anterior. Outro ponto de concordância tem relação com as raízes bioleogicas: as raízes do intelecto não estão numa "faculdade" qualquer, mas na organização biológica.

 

A pedagogia apriorista é não-diretiva, difícil de se viabilizar, portanto não é fácil de detectar sua presença na prática da sala de aula. O professor é um auxiliar do aluno, um facilitador. O aluno já é um saber que ele precisa, apenas, trazer à consciência, organizar, ou ainda, rechear de conteúdo. O professor deve intervir o mínimo possível.

 

2.3. CONSTRUTIVISMO

 

Construtivismo ou interacionismo representa uma postura epistemológica que compreende a origem do conhecimento na interação do sujeito com o objeto.

 

A epistemologia construtivista de Piaget ou Epistemologia Genética se ocupou fundamentalmente do sujeito epistímico, ou seja, de problemas ligados à inteligência. Piaget traçou parelelos e analogias entre a Biologia e a Psicologia e mostrou que a inteligência é o principal meio de adaptação do ser humano. "Com efeito, a vida é uma criação contínua de formas cada vez mais complexas e uma equilibração progressiva entre essas formas e o meio. Dizer que a inteligência é um caso particular de adaptação biológica é, pois, supor que ela é, essencialmente, uma organização e que sua função consiste em estruturar o universo da mesma forma que o organismo estrutura o meio imediato"(Piaget, 1979, p.10). A inteligência não cria organismos novos, mas constrói mentalmente estruturas suscetíveis de aplicar-se às estruturas do meio. Ela constitui uma atividade organizadora cujo funcionamento prolonga o da organização biológica e o supera, graças a elaboração de novas estruturas.

 

Segundo Piaget, o conhecimento se constrói na interação do sujeito com o objeto. Estruturas não estão pré-formadas dentro do sujeito, são construídas. Há, no ser vivo, elementos variáveis e invariáveis. Ocorre uma construção contínua de estruturas variadas. A analogia  entre biologia e inteligência só pode ser apreendida retendo as invariantes funcionais que lhes são comuns. Os funcionamentos invariantes devem ser situados no âmbito das duas funções biológicas mais gerais: a organização e a adaptação.

 

A adaptação é um equilíbrio entre a assimilação e a acomodação. O organismo vivo é um ciclo de processos dinâmicos que vão sofrendo transformações para manter a homeostasia. A assimilação ocorre para que haja as transformações necessárias, tanto do ponto de vista físico, biológico como intelectual. "A inteligência é assimilação na medida em que incorpora nos seus quadros todo e qualquer dado da experiência. Quer se trate do pensamento quer graças ao juízo faz ingressar o novo no desconhecido e reduz assim o universo às suas noções próprias, quer se trate da inteligência sensório motora que estrutura as coisas percebidas, integrando-as nos seus esquemas." ( Piaget, 1979, p. 16).

 

A acomodação se torna necessária para ajustar os novos dados incorporados aos de esquemas anteriores no processo de assimilação, produzindo a adaptação. Cada esquema é coordenado com os demais e constitui ele próprio uma totalidade formada de partes  diferenciadas. 

 

A organização, por sua vez, é inseparável da adaptação. O primeiro diz respeito ao aspecto interno do ciclo e o segundo ao externo. "A "concordância do pensamento com as coisas" e a "concordância do pensamento consigo mesmo" exprimem essa dupla invariante funcional da adaptação e da organização. Ora, esses dois aspectos são indissociáveis: é adaptando-se às coisas que o pensamento se organiza e é organizando-se que estrutura as coisas"(Piaget, 1979, p. 19).

 

A inteligência constitui uma atividade organizadora cujo funcionamento prolonga o da organização biológica e o supera, graças à elaboração de novas estruturas. A organização é coerência formal, inseparável da adaptação que, por sua vez , é o equilíbrio entre assimilação e acomodação. Esta diz respeito a experiência, não recepção passiva, mas correlativa à acomodação. O ato de julgamento, união de conteúdos experimentais à forma lógica, é função da assimilação.

 

Para Piaget, o conhecimento tem início quando o recém-nascido, através de seus reflexos que fazem parte de sua bagagem hereditária, age assimilando alguma coisa do meio físico ou social. Ele se dedicou a estudar, a partir das estruturas iniciais do recém-nascido as sucessivas estruturações, discernindo um conjunto de etapas características, chamadas estágios ou níveis de conhecimento. Aos estágios correspondem certas estruturas cognitivas que, em cada um, são constituídas por novos esquemas de atividades cognitivas(Kesselring, 1990). Essa divisão em estágios não é arbitrária, mas corresponde a critérios bem definidos e a idade indicada em cada nível é relativa.

 

O primeiro estágio é o da inteligência sensório-motora, a criança trabalha encima de seus reflexos inatos (sugar, engolir, tossir, agarrar, etc.) e aprende a se movimentar e dirige as sensações na construção do objeto. Piaget chama este nível de sensório motor, porque com seus movimentos físicos a criança dirige as sensações provenientes do meio, e vice-versa.

 

Na idade de mais ou menos um ano e meio a criança atinge o segundo estágio, chamado de inteligência simbólica ou pré-operatória, quando aparece a função simbólica. A inteligência que se desenvolveu no plano sensório motor atinge o plano da representação e imaginação, da ação fisicamente não visível. A criança aprende a falar, imaginar, fazer jogos simbólicos e assim por diante. Este estágio dura até a idade aproximada de 8 anos.

 

O nível três é o das operações concretas, começa o pensamento lógico. O pensamento é estritamente ligado à realidade física. Neste estágio abre-se novos horizontes, surge a linguagem escrita, mundo dos números e da lógica. A criança é capaz de coordenar as direções espaciais subjetivas em posições diferentes; conversar de maneira não egocêntrica: pôr-se na situação de outrem sem perder de vista a própria perspectiva pessoal; distingüir diferenças, no plano psicológico, existentes entre ela e outra pessoa; coordenar as duas relações: intenção-ação e ação-conseqüência.

 

Por volta dos 12 anos a criança inicia o quarto nível, que Piaget chama de "Operações Formais". O raciocínio, antes concreto, torna-se abstrato. Raciocínio hipotético e dedutivo, que inicia por hipóteses e procede segundo regras lógicas. O pensamento emancipa-se da presença do material concreto. Com a reflexão sobre o esquema da proporcionalidade abre-se o universo matemático das funções lineares, e com a reflexão das funções abre-se o universo do cálculo diferencial e integral.

 

Os estágios possuem um caráter interativo. Conteúdo do conhecimento de um dado nível é constituído pelas formas refletidas do nível anterior. Assim as estruturas sensório-motoras são parte integrante das estruturas pré-operatórias, e estas das operatórias que, por sua vez integramse nas operações formais.

 

Em cada estágio ocorre um patamar de equilíbrio e os estágios constituem um processo de equilibrações sucessivas. "A partir do instante em que o equilíbrio é atingido num ponto, a estrutura integra-se num novo equilíbrio em formação até ser alcançado novo equilíbrio, sempre mais estável e de campo sempre mais extenso" (Piaget, 1973, p.65).

 

A seqüência dos estágios é fixa para cada indivíduo, mas pode ocorrer em idades diferentes. Admite-se hoje que nem todos os sujeitos atingem os estágios mais avançados propostos por Piaget. Um aspecto importante do trabalho de Piaget refere-se ao papel da abstração na construção do conhecimento. Abstrair significa separar, tirar algo do seu ambiente, pôr de lado. 

 

Piaget destaca dois tipos de abstração: a empírica e a reflexionante.

 

Abstração empírica tem relação com o conhecimento adquirido diretamente dos objetos, o que pode ser observado pelos sentidos (percepção). Ela dá origem a um esquema do existente, mas não se transforma em operações mentais. É uma assimilação dos dados às estruturas mentais existentes. Caracteriza o aspecto estático do conhecimento.

 

O aspecto dinâmico do conhecimento é representado pela abstração reflexionante, que consiste em extrair as estruturas do pensamento, os esquemas assimiladores e seu funcionamento específico. Constitui a própria organização das estruturas mentais tendo em vista a acomodação. 

 

O processo de abstração reflexionante consiste em dois momentos, reflexionamento e reflexão. O "reflexionamento" seria a projeção de um conhecimento em um patamar superior, enquanto a "reflexão" corresponderia ao processo mental de reconstrução e reorganização do conhecimento transferido do patamar inferior (Becker,1994).

 

Outra consideração importante, na concepção de Piaget, refere-se a motivação. Ela é o elemento afetivo que impulsiona as estruturas do conhecimento e dá origem a um esforço a ser desenvolvido. Quando um problema desafia a inteligência da criança, ela tem necessidade de agir para restabelecer o equilíbrio. Piaget chama isso de desequilíbrio ou conflito cognitivo.

 

O conceito de aprendizagem para Piaget envolve sempre uma atividade inteligente, através da descoberta (abstração empírica) ou invenção (abstração reflexionante). Os interesses espontâneos das crianças refletem com freqüência um desequilíbrio e podem constituir fontes de motivação.

 

Considerando o ponto de vista interacionista da motivação para a aprendizagem impõe-se uma reformulação das práticas pedagógicas tradicionais. Os educadores deverão desenvolver estratégias que encorajem o desequilÌbrio através de métodos ativos.

 

A pedagogia construtivista é relacional. O professor acredita que seu aluno é capaz de aprender sempre e a partir do que o aluno construiu até hoje, ocorre nova construção de conhecimento. "O professor, além de ensinar, passa a aprender; e o aluno, além de aprender, passa a ensinar" (Freire, apud Becker, 1994).

Embora sem nos estendermos muito, não poderíamos deixar de citar os trabalhos de  Vygotsky, que apesar de não considerá-lo construtivista ( como muitos o fazem) é um interacionista. Para ele o conhecimento é um produto da interação social e da cultura. Concebe o sujeito como um ser eminentemente social e o conhecimento como produto social. A preocupação de Vygotsky está nas relações entre o pensamento verbal e a linguagem.

 

Um conceito importante no trabalho de Vygotsky relaciona-se com a importância da relação e da interação com outras pessoas como origem dos processos de aprendizagem e desenvolvimento humano.

 

Para Piaget, aquilo que uma criança pode aprender é determinado pelo seu nível de desenvolvimento cognitivo, enquanto que para Vygotsky o desenvolvimento cognitivo é condicionado pela aprendizagem. Dessa forma, mantém uma concepção que mostra a influência permanente da aprendizagem na forma em que se produz o desenvolvimento cognitivo. Segundo ele, um aluno que tenha mais oportunidade de aprender que o outro irá adquirir mais informação e alcançará um desenvolvimento cognitivo melhor ( Carretero, 1997).

 

A concepção construtivista contrapõe-se ao inatismo, que coloca o centro da produção no próprio sujeito, e também ao empirismo, que ao contrário, vê a realidade exterior ao sujeito que aprende como de todas as suas explicações. O inatismo e o empirismo, embora opostos entre si, têm em comum a passividade do sujeito enquanto que no interacionismo o sujeito é ativo.

 

Aprendizagem é, por excelência, construção; ação e tomada de consciência da coordenação das ações. Na prática pedagógica é importante o professor conhecer como ocorre a aprendizagem e ter claro a sua posição. No ensino de Ciências, como no ensino informatizado, existe um consenso de que as atividades experimentais são essenciais para a aprendizagem científica, mas essas atividades devem levar o aluno a ter ações eficazes, modificando suas estruturas e, talvez, até criando uma nova estrutura, sempre a partir de um processo de desenvolvimento.

 

3. A COOPERAÇÃO, COLABORAÇÃO e INTERAÇÃO nos PROCESSOS de ENSINO e APRENDIZAGEM

Dentro dos pressupostos teóricos apresentados anteriormente, não poderíamos deixar de fazer colocações sobre o trabalho cooperativo, colaborativo e interativo que estão inseridos nas teorias do conhecimento.

 

Durante muito tempo a escola teve por única tarefa transmitir à criança os conhecimentos adquiridos pelas gerações precedentes e exercitá-la nas técnicas especiais do adulto. Povoar a memória e treinar o aluno na ginástica intelectual pareciam, pois, ser as únicas coisas necessárias, uma vez que se concebia a estrutura mental da criança como idêntica à do homem feito e que portanto, parecia inútil formar um pensamento plenamente constituído que apenas exigia ser exercitado. Nessa concepção, a escola por certo supõe uma relação social indispensável, mas apenas entre o professor e os alunos: sendo o professor o detentor dos conhecimentos exatos e o perito nas técnicas a serem adquiridos, o ideal é a submissão da criança à sua autoridade, e todo contato intelectual das crianças entre si nada mais é que perda de tempo e risco de deformação ou de erros. Mas três tipos de observação vieram complicar essa visão simplista das tarefas do ensino e da educação intelectual e impor ao mesmo tempo a necessidade de colaboração dos alunos entre si. (Piaget, 1998)

 

O professor hoje, não é mais o detentor do conhecimento, aquele que sabe tudo e seus alunos são meros receptores do conhecimento. Com as milhares de informações que estão ao alcance de todos principalmente na Internet, o trabalho isolado do professor já não satisfaz mais. As mudanças de postura, a quebra de paradigmas faz com que o trabalho do professor não seja mais isolado. Com isso o trabalho em conjunto, cooperativo vem de encontro com as necessidades dos alunos na busca da construção do conhecimento e o professor entra como mediador, orientador deste conhecimento, aquele que mostra os caminhos para seus alunos em conjunto buscarem de forma interativa o saber e a construção de novos saberes. Neste ambiente o professor continuará sendo professor, mas um professor mediador e orientador e não mais o detentor do conhecimento pois o trabalho cooperativo ele aprenderá com seus alunos.

 

O trabalho cooperativo independe se o professor estará trabalhando com crianças, adolescentes ou adultos, o que importa nesse trabalho é a troca e a busca por um objetivo comum resultando na construção do saber que acontece através do compartilhamento de informações e conhecimentos entre os participantes: "A cooperação, no sentido geral, consiste no ajustamento do pensamento próprio ou das ações pessoais ao pensamento e às ações dos outros, o que se faz pondo as perspectivas em relação recíproca. Assim, um controle mútuo das atividades é exercido entre os parceiros que cooperam." (Montangero, 1998, p.121) 

 

O trabalho cooperativo é uma forma de contribuir para o grupo de forma individual, onde em um grupo cada um faz a sua contribuição sem que o grupo discuta e reflita juntos sobre a contribuição dada. Um exemplo disso é um trabalho onde o grupo deve ler e fazer uma análise de um livro e o mesmo decide dividir o livro em capítulos e cada um lê e dá a sua contribuição da parte que ficou, e na apresentação cada um contribuirá apenas com a parte que leu e fez a síntese.

 

Nesses casos o grupo encontra uma estratégia para solucionar um problema de forma colaborativa através da interação e comunicação que são essencialmente sociais. 

 

"A cooperação, com efeito, é um método característico da sociedade que se constrói pela reciprocidade dos trabalhadores e a implica, ou seja, é precisamente uma norma racional e moral indispensável para a formação das personalidades, ao passo que a coerção fundada apenas sobre a autoridade dos mais velhos ou do costume, nada mais é que a cristalização da sociedade já construída e enquanto tal personalidade não tem justamente nada de oposto às realidades sociais, pois constitui, ao contrário, o produto por excelência da cooperação."(Piaget, 1998, p. 141)

 

Uma sociedade só cresce com a participação, cooperação e colaboração de todos. Sem a interação do grupo, uns cooperando e colaborando com os outros estaríamos ainda na "idade da pedra". Crescemos e construímos porque somos seres capazes de conviver em uma sociedade onde cada um isoladamente contribui para que a mesma se desenvolva trazendo benefícios para todos. No momento em que estamos participando ativamente com o meio, estamos aprendendo e repassando conhecimentos. A busca constante pelo aprendizado, faz com que as pessoas construam seus conhecimentos de forma interativa com o meio.

 

Piaget (1998) destaca três pontos que devem ser considerados nos aspectos da socialização intelectual da criança para avaliar o trabalho em grupo: 

Os pontos apresentados por Piaget nos leva a pensar sobre o trabalho em grupo que envolve principalmente a cooperação. Mas antes da cooperação, o saber se abrir, conhecer os outros para poder conhecer a si mesmo é fundamental para o trabalho em conjunto. Como poderíamos trabalhar se não conhecêssemos os nossos colegas.

 

No trabalho cooperativo faz-se necessário o conhecimento do objetivo comum do grupo, todos envolvidos em solucionar uma tarefa, alcançar o objetivo e para que isso aconteça o grupo deve ter um equilíbrio, onde todos participam, evitando os abusos de autonomia por parte do coordenador e o cuidado para não deixar alguém de fora, sem participar.

 

O trabalho em grupo quando acontece de forma normal, onde todos cooperam, colaboram e interagem torna a aprendizagem significativa, pois com as trocas eles constroem o conhecimento em conjunto. "Os seres humanos constróem conhecimentos à medida que tentam tirar sempre o melhor proveito de suas experiências." (Kamii, 1996, p. 68)

 

Com as experiências do grupo, os estudantes vão construindo seus conhecimentos a partir das experiências dos colegas, tornando a aprendizagem efetiva.

 

Para Vygotsky (1998), a interação social exerce um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo. Para ele, cabe ao educador associar aquilo que o aprendiz sabe a uma linguagem culta ou científica para ampliar seus conhecimentos daquele que aprende, de forma a integrá-lo histórica e socialmente no mundo, ou ao menos, integrá-lo intelectualmente no seu espaço vital.

 

Ainda Vygotsky, nos coloca que a aprendizagem é mais do que a aquisição de capacidades para pensar, é a aquisição de muitas capacidades para pensar sobre várias coisas. Certamente o ato de pensar faz com que a aprendizagem aconteça, mas temos capacidade suficiente para pensar sobre muitas coisas ao mesmo tempo, e construir o conhecimento a partir do ato de pensar.

 

Trazendo estes conceitos para a área da informática na educação, podemos considerar que, para um trabalho obter resultados positivos, podemos utilizar as tecnologias da informação e comunicação de forma que possam contribuir para o aprendizado dos estudantes. E para que isso ocorra o trabalho deve ser cooperativo, colaborativo e interativo.

 

Cooperativo no sentido dos trabalhos em grupos, onde todos participam, contribuem de forma conjunta para atingir os objetivos comuns do grupo. Esse trabalho pode ser feito através do Chat ou a utilização do NetMeeting com o compartilhamento de arquivos on-line, no caso de ser a distância, caso seja presencial através da troca verbal de informações e expositiva.

 

Colaborativa através da troca de materiais encontrados, onde individualmente, cada integrante do grupo dá sua contribuição. Essas contribuições podem ser de forma presencial ou a distância. A distância as contribuições podem ser através de uma lista de discussão", email entre outros.

 

Interativa no sentido de tornar o trabalho integrado, onde todos possam interagir para que o trabalho em grupo se torne significativo para os participantes.

 

Em ambientes de aprendizagem a distância devemos considerar importante todos os aspectos, principalmente os cognitivos. É um estudo que deve ser levado a sério, pois precisamos compreender como se dá os processos de aprendizagem à distância, como acontece a construção do conhecimento nesses ambientes. As teorias são essenciais e fundamentais para podermos entender esses processos e construir a nossa própria aprendizagem. 

  

3.1. INTERNET e a BUSCA do CONHECIMENTO

O professor, além de conhecer as teorias existentes sobre a aprendizagem, deve também saber utilizar os recursos disponíveis através da Internet. Este conhecimento dos recursos e fontes poderá ser aplicado na construção do conhecimento, tanto do professor como dos alunos. 

 

A rede mundial de computadores, Internet ou WWW (World Wide Web) ocupa um espaço cada vez maior no dia-a-dia pessoal e profissional. Sua existência tem sido imposta na vida de todos, seja por anúncios na televisão, revista ou jornais. Para muitos é uma presença mística, uma super-presença. Imaginam que seja quase um ser vivo e que contenha toda informação do mundo. O acesso a todo este conhecimento, contudo, parece estar reservado para aqueles que entendem os jargões relacionados aos recursos de busca (Mckeown, 1997). 

 

Na atualidade, a Internet permite a possibilidade não só de buscar informações, como também auxiliar o professor no processo de educação a distância, utilizando novos métodos de interação com o aluno, como participação em chats, listas de discussão, e videoconferências. 

 

"Surfar" na Internet pode ser comparado a viajar para algum lugar desconhecido sem um mapa. Obter conhecimento requer esforço: perguntas simples não funcionam. As questões devem ser estruturadas e utilizar-se do auxílio de diretórios de busca da Internet. Muitas organizações profissionais já têm sua página na Internet. Estas páginas são um ponto de início para quem busca informações específicas na rede mundial de computadores (Drake, 1999; O'Reilly, 2000). 

 

Os diretórios de busca na Internet facilitam a recuperação da informação de forma rápida, e se classificam em: a) diretórios, que organizam a informação por assunto permitindo uma busca por assuntos pré-estabelecidos, como por exemplo o Yahoo; b) motores de busca, que permitem a busca por palavras-chave, como o Altavista; c) motores híbridos, que combinam ambas ferramentas permitindo buscar por assunto e palavras-chave, como o Lycos. (Osma Delatas, 1998) 

 

Para o professor, o conhecimento das fontes existentes na sua área de trabalho é fundamental para o desenvolvimento de seu trabalho, pois em todo o processo de construção do conhecimento, qualquer que seja seu nível, se faz imprescindível o uso de determinados instrumentos de trabalho para conseguir a informação necessária. 

 

As redes de dados permitem enviar programas e dados, recuperar resultados e trocar informações com colegas. A Internet, uma das novas tecnologias que tem permitido a interconexão de um grande número de redes físicas distintas, tem possibilitado uma melhor utilização dos serviços proporcionados pelas redes. 

 

A interação informal em rede entre grupos de pessoas dá-se de várias formas, como quadros de avisos (bulletin boards), listas de discussão ou boletins de notícias. Todas são essencialmente formas de compartilhar e debater informações e formular consultas. Na maioria das vezes estão abertas a todas as pessoas, embora algumas tenham seu acesso restrito a grupos fechados. O mais provável é que informações de natureza restrita circulem pelo correio eletrônico, que é um complemento cada vez mais comum na comunicação informal. O correio eletrônico é particularmente conveniente pela rapidez com que circulam as mensagens. (Meadows, 1999) "Os grandes serviços de informação da Internet (Alta Vista, Yahoo, Infoseek etc.) oferecem facilidades de busca mais precárias, entre outras razões, porque: 1) os pontos de acesso aos documentos são, muitas vezes, aqueles designados pelo gerador do mesmo, sem passar por um processo de indexação profissional suscetível de representar razoavelmente seu conteúdo, e; 2) a variedade e documentos armazenados é muito grande, num leque que se estende de páginas Web até documentos livres, passando por artigos de periódicos virtuais ou não, de qualidade variável." 

  

4. Considerações Finais 

A partir do que foi exposto, conclui-se que é muito importante para o processo de ensino-aprendizagem que o professor conheça tanto as teorias de aprendizagem como os recursos disponíveis que podem ser aplicados em várias metodologias de ensino.

 

Entre os recursos, encontra-se a Internet, que pode ser utilizada de diversas formas como apoio ao trabalho do professor na construção do conhecimento.  

 

Acredito que para obter resultados positivos neste processo, a utilização das tecnologias da informação e comunicação vêm a contribuir, pois possibilitam um trabalho cooperativo, colaborativo e interativo, inclusive na educação a distância, onde estas ferramentas são indispensáveis. 

 

  

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Agradeço a Professora/Multiplicadora Telma R dos Santos do NTE_Maringá pela disseminação deste conhecimento para os NTEs.