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2015

v. 30 (2015): Intertextualidades Literárias

Telma Maciel e Laura Taddei Brandini, orgs.

A vigência do conceito de intertextualidade, que em breve atingirá seus sessenta anos de história, já comporta sua própria crítica: surgido a partir dos estudos de Julia Kristeva sobre a obra de Mikhail Bakhtin, o conceito passou por certo processo de banalização, tornando-se, muitas vezes, generalizante. Por conta de sua imprecisão teórica, foi alvo de desconfiança por parte de muitos estudiosos, mas, ao mesmo tempo, também despertou o interesse de vários outros. Desse modo, se para alguns a noção de intertextualidade está fatalmente ancorada na ideia de imitação, como nos tempos da emulação, para outros, ela resolve o problema de uma crítica atrelada em demasia à ideia de influência. Este número da Terra Roxa e Outras Terras se interroga sobre a situação das intertextualidades literárias e seus usos pela crítica em proveito de análises que lançam luzes ao mesmo tempo sobre a fatura das obras e suas relações com outros textos

v. 29: Literatura e Cinema

Barbara Cristina Marques e Brunilda T. Reichman, orgs.

Discussões sobre as relações entre literatura e cinema de modo a analisar, para além da prática da adaptação/tradução/transposição, as possibilidades de intrincamento entre essas duas mídias. Há, por certo, nessa zona fronteiriça, várias subversões, desvios, encontros e diversos entrelaçamentos que afetam sensivelmente os modos de representação, dando lugar a novas acomodações e modulações narrativas. A considerar as obras literárias como parte de um sistema midiático, o estudo da relação entre literatura e cinema ganha contornos mais amplos e bem mais complexos que podem envolver desde a investigação da(s) materialidade(s) até a compreensão dos efeitos dos processos de remediação, apropriação, hibridação e atravessamento entre tais mídias.


2014

v. 28: Jornalismo e Literatura

Regina Celia dos Santos Alves, org.

Se literatura e jornalismo não se confundem, pois de fato não são a mesma coisa, eles não deixam de caminhar numa certa proximidade, que vai muito além de ocorrências mais superficiais, como o fato de muitos escritores serem também jornalistas, e vice-versa, ou ainda da literatura adentrar pelo espaço do jornal e nele ser publicada, como acontecia comumente no século XIX, quando romances, contos, poemas e crônicas, por exemplo, ocupavam os rodapés dos jornais. Ao contrário, o intercâmbio ocorre de forma mais profícua no âmbito da pró- pria linguagem, quando técnicas e procedimentos característicos de uma mídia são trocados, incorporados ou reinventados pela outra, sendo a crônica - esse gênero híbrido, mescla feliz de literatura e jornalismo - um caso exemplar dessa interface. São dessas e de outras muitas questões relacionadas ao diálogo entre literatura e jornalismo que tratam os dez artigos que compõem o volume 28 da Revista Terra Roxa e Outras Terras.

v. 27: Traços do componente romântico na literatura contemporânea

Sonia Pascolati, org.

Os artigos assinalam a presença de muitos paralelos entre o ideário romântico e questões contemporâneas que habitam a produção poética e em prosa no Brasil. O passeio pelo século XX e início do século XXI demonstra como o caráter multifacetado do Romantismo permanece uma das principais marcas da literatura contemporânea, posicionamento típico da arte diante de tempos históricos em que o homem é confrontado com o fim de algumas utopias e instado a erigir tantas outras, tal como é comum às passagens de século.


2013

v. 26: Vertentes do Insólito Ficcional

Adelaide Caramuru Cezar, org.

Textos  escritos por membros do Grupo de Trabalho “Vertentes do Insólito Ficcional” da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Letras e Linguística e por colaboradores. Neste número estão registradas algumas das vertentes desenvolvidas pelo grupo: (1) o maravilhoso, (2) o gótico, (3) o fantástico, (4) o realismo animista, (5) “representações dos mitos e lendas, incluindo-se aqui desde as histórias míticas herdadas de tempos imemoriais até as revisitações contemporâneas”.

v. 25: Dramaturgia, teatro, intermedialidade

Sonia Pascolati, org.

A cena teatral, em especial a partir do século XX, tem surpreendido constantemente por sua versatilidade, invenção e renovação, seja porque intensifica o diálogo com textos e formas da história da dramaturgia e do teatro, seja por incorporar sempre mais linguagens à composição da cena, o que a torna um interessante objeto de investigação do ponto de vista da intermedialidade, cujo conceito é discutido nos artigos reunidos neste volume.


2012

v. 24: Diálogo da literatura com as outras artes

Regina Celia dos Santos Alves, org.

Discussão, por meio de uma abordagem crítico-interpretativa da literatura, das diversas possibilidades de seu intercâmbio com as outras artes e para contribuir para os estudos no campo da Literatura Comparada. Os trabalhos centraram suas reflexões no diálogo entre a literatura e outras manifestações artísticas, como a música, a pintura, o cinema, o teatro, a arquitetura e a fotografia. Visou-se, ainda, pensar os intertextos e as interações dos pontos de vista temático e formal.

v. 23: Poesia no Século XX

Alamir Aquino Corrêa, org.

a análise e a discussão de produções poéticas (especialmente as brasileiras) enquanto formas modernas e dos projetos identitários e/ou culturais de grupos e nações durante o século XX, como é o caso das vozes femininas e homoeróticas, das construções de ideários nacionais (como nas antigas colônias europeias) e de efetivação de outros espaços (Renascença do Harlem, Negritude e o rap, por exemplo). Na proposição feita por Alfredo Bosi sobre a produção poética brasileira, é importante ressaltar a discussão da efetiva permanência da sondagem do tempo subjetivo e da articulação do tema em imagens e em ritmos que se gestam no interior da tradição do verso, especialmente no que se percebe como caudal poemático da modernidade.


2011

v. 22: O Legado de Afrânio Coutinho

Regina Célia Santos Alves, org.

As análises fazem um perfil das contribuições de Afrânio Coutinho à educação superior, ao ensino de literatura e à crítica literária no Brasil. Há, nos artigos, o relato organizado dos seus discursos em que mostra se sobressai a figura do educador e crítico engajado na compreensão do país e de sua fortuna literária, a discussão sobre o papel de A literatura no Brasil, pela qual o crítico que se torna um dos maiores historiadores da literatura brasileira, o percurso cronológico da crítica de Afrânio Coutinho, exemplificado pelo caso “Machado de Assis”, quando se percebe a mudança de método, e sua maior vinculação à experiência nos Estados Unidos através do uso das posições de René Wellek

v. 21: Representações literárias de conflitos sociais

Sonia Pascolati, org.

Este volume revela, ao menos, dois pontos significativos: o espaço ocupado pela representação de conflitos sociais na produção literária nacional e estrangeira e o número de pesquisas que reconhecem na literatura um fértil campo para o (re)conhecimento do modo como o conflito tem sido inerente aos movimentos sociais, às disputas de poder entre povos, ao debate em torno de questões religiosas, políticas e étnicas, dentre outros aspectos que podem ser observados nos 11 artigos aceitos para publicação pelo corpo de pareceristas da revista.


2010

v. 20: Laços de família no conto brasileiro do século XX

Regina Celia dos Santos Alves, org.

As análises aqui apresentadas reiteram o papel inovador da prosa de Clarice Lispector e aventam também visões sobre o passado da família brasileira, o seu enfraquecimento e provável autodestruição, talvez males próprios da nova estrutura urbana, que afasta uns e outros por conta das oportunidades de emprego e moradia, ao par das dificuldades econômicas da sociedade moderna.

v. 19: Verdade e memória na literatura brasileira dos anos de 1970

Alamir Aquino Corrêa, org.

A literatura brasileira produzida na década de 1970 revela-se fortemente marcada pela censura e pela opressão impostas pelo regime militar. A conjuntura complexa da época, tanto no aspecto social, quanto no político e no econômico, irá influenciar, ora em maior, ora em menor grau, a escolha e o posicionamento dos artistas e intelectuais frente à realidade. Os artigos  buscam problematizar a literatura produzida na década de 1970, sobretudo no tocante ao papel e ao resultado que o apelo realista e testemunhal, freqüente nesse contexto, exerceu na linguagem literária daquele momento.

v. 18: Representações literárias da homossexualidade

Sonia Pascolati, org.

A homossexualidade e o homoerotismo ganharam ampla representação artística na literatura brasileira e estrangeira na contemporaneidade, o que instiga a busca de rastros dessa temática em obras da tradição literária. A proposta do presente número 18 da Terra Roxa e Outras Terras foi receber artigos sobre obras da literatura brasileira e estrangeira e sobre diversos gêneros (narrativos, poéticos e dramáticos), que investigassem: a) em que medida as representações literárias da homossexualidade se modificam ou se perpetuam; b) como a presença de personagens homossexuais problematiza as relações sociais de inclusão e exclusão, assim como as relações de poder inerentes ao tecido social; c) quanto a violência física e/ou psicológica perpassa esses textos e determina certas representações da homossexualidade e do homoerotismo; d) a relevância da literatura para a revisão e transformação de paradigmas de comportamento e valores sociais, assim como para a reafirmação ou transgressão de estereotipias.


2009

v. 17, n. 2: Literatura afro-brasileira (prosa de ficção)

Em 2009, a literatura afro-brasileira comemora o sesquicentenário de dois livros precursores: Trovas burlescas de Getulino, de Luís Gama, e Úrsula, de Maria Firmina dos Reis. Publicados ambos em 1859, colocam-se à frente de seu tempo e antecipam a perspectiva que distingue a vertente afro no seio da literatura brasileira tout court. Esse volume (em dois números) abre espaço para a reflexão sobre esses e outros autores ainda pouco estudados, e que explicitam a necessidade de uma maior atenção por parte da crítica acadêmica para as vozes que desafiam o cânone, desde o passado até a contemporaneidade.

Volume publicado com patrocínio da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná.

v. 17, n. 1: Literatura afro-brasileira

Em 2009, a literatura afro-brasileira comemora o sesquicentenário de dois livros precursores: Trovas burlescas de Getulino, de Luís Gama, e Úrsula, de Maria Firmina dos Reis. Publicados ambos em 1859, colocam-se à frente de seu tempo e antecipam a perspectiva que distingue a vertente afro no seio da literatura brasileira tout court. Esse volume (em dois números) abre espaço para a reflexão sobre esses e outros autores ainda pouco estudados, e que explicitam a necessidade de uma maior atenção por parte da crítica acadêmica para as vozes que desafiam o cânone, desde o passado até a contemporaneidade.

Volume publicado com patrocínio da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná.

v. 16: Crítica literária brasileira (1920-1960)

Regina Célia dos Santos Alves, org.

A década de 1920 introduz uma nova linguagem literária, cujos reflexos serão sensíveis também no discurso crítico, no qual se observa um caminhar em direção a uma maior consciência da linguagem. Nas décadas subseqüentes, embora o predomínio ainda seja o da crítica jornalística, na maioria das vezes oscilando entre a crônica e o noticiário, uma maior especialização do crítico, sobretudo daqueles formados pelas faculdades de Filosofia do Rio de Janeiro e de São Paulo, inauguradas na década de 1930, começa a mudar o perfil da crítica literária brasileira, que aos poucos vai abandonando o jornal para se fixar quase que com exclusividade nos meios acadêmicos, nos livros e nas revistas especializadas, fato já claramente observado na década de 1960. 

Volume publicado com patrocínio da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná


2008

v. 14: Literatura dramática moderna em perspectiva

Sonia Pascolati, org.

Discussões acerca do gênero dramático, particularmente sobre o processo de modernização do drama ocidental.

Volume publicado com patrocínio da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná

v. 13: A mulher sob a ótica dos homens: de Machado até a contemporaneidade

Alamir Aquino Corrêa, org.

Um dos primados da ficção machadiana é colocar a mulher sob escrutínio no que causam aos homens, dentro da mais clássica percepção. Raramente falantes, são desenhadas por narradores intranquilos e, por vezes, desequilibrados. Buscou-se a submissão de artigos voltados para a consideração da ficção, brasileira ou não, onde os retratos de mulheres balizem o posicionamento dos narradores. Há diferenças marcantes nas diferentes sociedades onde a ficção deste temário se faça presente? O feminismo recebeu algum outro tratamento na ótica dos narradores? O papel da mulher na sociedade ocidental mudou nos últimos cem anos, em sua representação narrada por homens? O cronista ainda reifica a mulher como objeto de desejo e uso? Já há um genocentrismo ou permanece a estética patriarcal de ranço do pater familias? A ficção que representa as favelas dá vozes diferentes a homens e mulheres? A violência permanece um fator predominante na família brasileira? e nas famílias de outras nações?

Volume publicado com patrocínio da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná

v. 12: A representação literária do urbano

Regina Célia dos Santos Alves, org.

O tema “A representação literária do urbano” abre espaço para as reflexões acerca da literatura e do olhar que lança sobre o urbano. É tema atual, que vem ganhando força nos estudos literários e se mostra um objeto fascinante, uma vez que está em cena não apenas a representação imaginária de um espaço específico, mas do homem nele inserido, sujeito às contingências da sociedade, do tempo, do lugar e dos valores que regem o mundo em que vive. A literatura, nesse sentido, revela-se um dos meios mais instigantes de “dizer a cidade” ao reconstruir a materialidade do espaço criado pelo homem sob a forma de linguagem, atribuindo-lhe sentido por meio de uma sensibilidade criadora.

Volume publicado com patrocínio da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná 


2007

v. 11

Adelaide Caramuru Cezar, org.

Inicialmente hospedado em http://www.uel.br/cch/pos/letras/terraroxa e depois transferido para http://www.uel.br/pos/letras/terraroxa

v. 10

Adelaide Caramuru Cezar, org.

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v. 9

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2006

v. 8

Adelaide Caramuru Cezar, org.

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v. 7

Adelaide Caramuru Cezar, org.

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