Subjetividade e formação do leitor: o problema da ausência da leitura literária em livros didáticos do ciclo 1 do ensino fundamental

Sheila Oliveira Lima

Resumo


A formação do leitor exige processos de subjetivação. A leitura significativa apenas se efetiva quando é permitido ao leitor atuar por meio da subjetividade. A presença dos textos literários desde o Ciclo I do Ensino Fundamental é essencial, na medida em que se trata de campo privilegiado para o deslocamento subjetivo pela apropriação dos letramentos de prestígio. Entretanto, boa parte da ação escolar desse segmento parece desconsiderar a vinculação entre subjetividade e leitura e, consequentemente, a relevância da leitura literária na escola. Tal concepção conduz à aplicação de atividades de compreensão de textos que não comprometem a criança com a leitura em seu potencial formativo. Submetem os sujeitos à condição de leitores “funcionais”, imobilizando-os em posições discursivas construídas historicamente. Essas constatações resultam de pesquisa focada nas propostas de leitura veiculadas pelos livros didáticos de língua portuguesa do ciclo 1 do Ensino Fundamental. Este artigo alerta para a necessidade de rever os fundamentos das abordagens concernentes à formação do leitor, sobretudo no momento inaugural de sua jornada.

Palavras-chave


Leitura; Subjetividade; Literatura; Livro didático

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2016v31p18

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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