Sobre um cinema que arde a 451 graus Fahrenheit

Tiago Lanna Pissolati

Resumo


Baseado no romance de Ray Bradbury, o filme Fahrenheit 451, de François Truffaut, constrói-se em torno de uma imagem potente: a de uma pira de livros. A proposta deste artigo é relacionar as formas pelas quais o horror latente nas chamas do filme de Truffaut e do romance de Bradbury remonta às tantas queimas de livros que ocorreram na História. Para tanto, recorro às reflexões de Siegfried Kracauer sobre o cinema e o “fluxo da vida”, assim como à noção de declínio da experiência nos escritos de Walter Benjamin.

Based upon the novel by Ray Bradbury, the film Fahrenheit 451, by François Truffaut, builds itself around a strong image: the burning of books. The purpose of this paper is to expose the ways in which the latent horror in the film’s flames traces back to the book burnings that have happened throughout our History. In order to do so, the reflections of Siegfried Kracauer on cinema and the “flow of life” are sought, as well as the notion of decline of experience in the writings of Walter Benjamin.


Palavras-chave


queima de livros; cinema, literatura e horror; fluxo da vida; declínio da experiência; book burning; cinema, literature and horror; flow of life; decline of experience

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2015v29p76

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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