A ironia romântica de Friedrich Schlegel e sua presença no romance "Mayombe", de Pepetela

Constantino Luz de Medeiros

Resumo


A ironia romântica de Friedrich Schlegel (1772-1829) assimila a antiga ironia socrática, reinterpreta seu significado e a insere como um dos elementos centrais de sua teorização crítico-literária. Enquanto beleza lógica e forma do paradoxo, ela é um instrumento de metacrítica e locus de autorreflexão filosófica e crítico-literária. Esse artigo analisa e discute a ironia romântica e sua inserção no romance Mayombe (1980), de Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, o Pepetela. Busca-se compreender como a ironia romântica transforma a obra em espaço de reflexão sobre os problemas sociais de seu tempo, possibilita a exteriorização objetiva, ao mesmo tempo em que permite a incorporação dialética da própria história.

Palavras-chave


Friedrich Schlegel; Ironia romântica; Pepetela; Literatura contemporânea angolana

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2014v27p38

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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