Esmeralda Ribeiro e Lima Barreto: um diálogo sem segredos

José Eugênio das Neves

Resumo


A reescrita é um dos instrumentos empregados pela literatura pós-colonial, que trabalha com a escrita dos excluídos (colonizados, negros, mulheres, minorias étnicas e sexuais). Através dela, o(a) autor(a) pode questionar os valores contidos em um texto anterior. É o que faz Esmeralda de Barros em seu texto “Guarde Segredo”, uma reescrita de Clara dos Anjos, de Lima Barreto. Esse trabalho pretende demonstrar os questionamentos que a autora levanta em relação ao texto original.

Palavras-chave


Reescrita; Literatura; Mulheres; Negros

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2009v17p49

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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