Sousândrade-Guesa e a cidade-inferno

Ana Carolina Cenicchiaro

Resumo


 A proposta desse ensaio é, a partir de uma leitura de “O Inferno de Wall Street”, de Joaquim de Sousândrade, pensar Nova Iorque, a metrópole mãe concentradora do poder capitalista, como uma cidade-inferno, onde Sousândrade-Guesa - esse símbolo do excluído de ontem e de hoje, dos deslocados, dos miseráveis, dos desvalidos, dos vencidos - é morto pelos ursos-especuladores da bolsa. Ele é um homo sacer, uma vida matável mas não sacrificável, aquele que, nas palavras de Jacques Rancière, “viu a visão excessivamente forte, insustentável, e que, a partir de então, nunca mais se conciliará com o mundo da representação”. ABSTRACT: The proposal of this essay is to reflect, through a reading of “O Inferno de Wall Street”, from Joaquim de Sousândrade, New York, the main metropolis of the capitalism power, as a hell-city, where Sousândrade-Guesa - a symbol of the excluded from yesterday and today, of the miserable, the dislocated, the wretch, the loser - is killed by the bears of the Stock Exchange. He is a bare life, a life that may be killed but not sacrificed, a homo sacer, someone that, as Jacques Rancière said, saw an unsustainable view, and, after that, will never be reconciled with the representation world again. 

Palavras-chave


poesia; Sousândrade; cidade; capitalismo; poetry; city; capitalism

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2008v12p89

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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