A cidade deteriorada: distopia literária e ecologia na ficção de Ignácio de Loyola Brandão

Antonio de Pádua Dias da Silva

Resumo


O objetivo deste texto é problematizar a construção do espaço urbano, contrapondo-o à realidade aparente do fim do século 20, na narrativa Não verás país nenhum (1981), de Ignácio de Loyola Brandão. Adota-se a perspectiva interpretativa da distopia literária, a partir de Levitas (1990) e Cavalcanti (2006), e da ecocrítica, baseada em Guatarri (1989) e Garrard (2006). Parte-se do pressuposto de que o espaço urbano literário, por apresentar uma cidade bastante negativa do ponto de vista social – considerando-se a realidade aparente –, configura-se uma distopia, apontando para uma cidade que exige de seus moradores cuidados maiores com o habitat ou com a ecologia.

Palavras-chave


Literatura; Cidade; Distopia; Ecocrítica

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2008v12p5

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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