Tudo o que é Real Dissolve-se na Chuva

Rosana Cristina Zanelatto Santos

Resumo


A partir de considerações sobre o modelo narrativo utilizado pelo escritor neorealista português Carlos de Oliveira no romance Uma abelha na chuva, pretendemos demonstrar que a privação e a frustração não são exclusividade do operariado ou do campesinato, mas que há uma espécie de teia a enredar as personagens, tornando-as todas miseráveis e oprimidas. Isso se deve ao fato de Carlos de Oliveira enxergar e escrever as personagens como indivíduos construídos discursiva e literariamente, não reduzidas a uma estereotipia e a padrões de comportamento e sofrimentos prenunciados pelo viés economicista do pensamento marxiano.

Palavras-chave


Literatura Portuguesa; Neo-Realismo; Crítica Literária; Crítica Cultural

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1678-2054.2007v10p29

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Publicação do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.  


ISSN: 1678-2054

QUALIS - CAPES 2013-2016: Letras/Linguística: B1 ; Educação: B2

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